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Brasil
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Mudanças no consumo: brasileiros priorizam saúde na alimentação

Dados mostram aumento na compra de alimentos saudáveis e redução de produtos ultraprocessados

Acro Rodrigues12 de maio de 2026 às 19:05
Mudanças no consumo: brasileiros priorizam saúde na alimentação

O comportamento dos consumidores no Brasil está passando por transformações, com uma crescente inclinação em direção a escolhas alimentares voltadas para a saúde e o bem-estar. Um estudo recente da Scanntech revelou que o público brasileiro está optando por produtos com maior teor proteico e menos industrializados, fazendo com que itens ultraprocessados percam espaço nas prateleiras.

Frutas in natura vendidas cresceram 33,9% entre 2022 e 2025, enquanto massas instantâneas caíram 16,6%.

Entre 2022 e 2025, as vendas de frutas frescas aumentaram em impressionantes 33,9%, seguidas por um crescimento de 24,3% nas vendas de ovos e um avanço de 15,4% na comercialização de frango in natura. Em contrapartida, produtos como massas instantâneas e biscoitos enfrentaram quedas de 16,6% e 10,1%, respectivamente. Essas mudanças indicam um consumidor cada vez mais preocupado com a qualidade nutricional dos alimentos e disposto a abrir mão da praticidade em prol de uma dieta mais equilibrada.

O médico Danilo Almeida, fundador da Clínica Versio, ressalta que essa nova mentalidade pode resultar em benefícios significativos se mantida de maneira sustentável. ‘Quando uma pessoa se torna mais consciente sobre o que consome e prioriza alimentos de verdade, seu corpo tende a reagir com mais energia e equilíbrio’, comenta Almeida, sugerindo que o essencial é incorporar essas escolhas saudáveis na rotina do dia a dia.

A evolução nas escolhas alimentares

Os consumidores estão se tornados mais criteriosos ao fazer suas compras, buscando alimentos que não apenas alimentam, mas que também promovem a saúde e previnem doenças. A substituição de produtos ultraprocessados por opções mais naturais está consequentemente levando a uma redução no consumo de sódio e açúcares, além de uma melhoria nos índices de nutrientes como fibras, vitaminas e proteínas de qualidade.

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Mudanças pequenas podem ser mais bem-sucedidas ao longo do tempo do que restrições drásticas

Danilo Almeida

Almeida afirma que mudanças graduais tendem a ser mais fáceis de serem mantidas. Um exemplo prático é trocar refrigerantes por água e lanches ultraprocessados por frutas. 'Essas pequenas alterações já proporcionam benefícios significativos no médio e longo prazo', observa o médico.

A tendência da proteína

Uma das mudanças que mais se destacam é o aumento na busca por alimentos ricos em proteínas. Essa macronutriente é fundamental para a saciedade e a preservação da massa muscular. De acordo com a pesquisa, as vendas de sardinha enlatada cresceram 19,6%, ao lado de um aumento significativo em ovos e frango, sustentando essa tendência de valorização da proteína na dieta.

Embora a proteína tenha funções importantes, Almeida alerta que o foco exagerado em um único nutriente pode ser prejudicial. ‘O equilíbrio é crucial: é melhor distribuir as fontes de proteína ao longo do dia em um plano alimentar variado’, aconselha. Entre as boas opções estão ovos, carnes magras, peixes, iogurte natural e leguminosas como feijão e lentilha.

Transformando tendências em hábitos

Para aqueles que querem fazer melhorias em sua alimentação, o médico sugere algumas práticas simples: planejar as refeições antes de ir ao mercado, priorizar a compra de hortifruti e proteínas, ter sempre frutas e lanches saudáveis à mão e comparar produtos por suas composições.

Fazer compras conscientes ajuda a manter hábitos alimentares saudáveis.

Ele destaca que a saúde alimentar não se constrói em uma única compra, mas na repetição de boas escolhas. 'Quanto mais simples e sustentável for a rotina alimentar, maiores as chances de mantê-la a longo prazo', conclui Danilo Almeida.

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