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Brasil
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Rio Grande do Sul antecipa crescimento agropecuário em 2026

Produção de soja e milho deve impulsionar a economia estadual

Ricardo Alves30 de abril de 2026 às 13:45
Rio Grande do Sul antecipa crescimento agropecuário em 2026

As projeções econômicas para o Rio Grande do Sul sinalizam um crescimento significativo na agropecuária, especialmente devido ao aumento na produção de soja e milho ao longo de 2026. Apesar da revisão para baixo nas expectativas iniciais de supersafra, a produção de soja deverá atingir 18,3 milhões de toneladas, marcando um aumento de 34,6% em comparação a 2025.

Segundo o Boletim de Conjuntura de abril de 2026, preparado pelo Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão, a colheita de milho também está projetada para crescer 21,8%. Esse avanço demonstra uma recuperação da agropecuária após um período de estagnação afetado por condições climáticas adversas.

A produção de uva também deve crescer 8,6%, superando 1 milhão de toneladas.

Durante o quarto trimestre de 2025, o setor agropecuário já havia demonstrado um crescimento de 16,7%, indicando a tendência de recuperação esperada para 2026. Embora tenha ocorrido uma diminuição nas exportações agropecuárias, as vendas de alimentos ao exterior avançaram 16,1% no primeiro trimestre de 2026, totalizando US$ 1,3 bilhão.

Apesar das exportações totais do estado terem caído 7,5% nos primeiros três meses de 2026, somando US$ 4,4 bilhões, o setor agropecuário foi um dos mais impactados, com uma queda de 15,1%, assim como a indústria que recuou 5,8%. A diminuição de 77% nas exportações de soja contribuiu significativamente para esses números negativos.

Em 2025, a agropecuária teve um desempenho negativo no PIB, contrastando com os avanços de 1,7% observados nos setores industrial e de serviços. Atualmente, os dados financeiros de 2026 indicam uma desaceleração nestas áreas, onde a produção industrial caiu 3% em relação ao ano anterior, refletindo uma queda em segmentos como veículos e máquinas.

O comércio varejista ampliado registrou uma queda de 4,7% nas vendas, e o setor de serviços observou uma retração de 2,1%. Em contraste, o mercado de trabalho manteve uma trajetória positiva, com a taxa de desocupação atingindo 3,7% no final de 2025, o menor índice já registrado.

A arrecadação de ICMS também apresentou uma leve queda de 2,1% em comparação ao ano anterior, totalizando R$ 13,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026. A economia brasileira como um todo cresceu 2,3% em 2025, com expectativas de lenta desaceleração no final do ano.

Cenário Internacional

Conforme o Fundo Monetário Internacional, a economia mundial deve crescer 3,1% em 2026, embora em um ambiente marcado por tensões geopolíticas e flutuações nos preços do petróleo.

Para a agropecuária, os custos de produção e o endividamento dos agricultores poderão influenciar a área de cultivo de trigo no segundo semestre. Já no setor industrial e comercial, a elevada taxa de juros e o endividamento familiar continuarão a ser fatores limitantes para a atividade econômica.

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