Rio Grande do Sul precisa triplicar tratamento de esgoto até 2033
Estado busca investir R$ 21 bilhões para alcançar metas do Marco Legal

O Rio Grande do Sul enfrenta o desafio de triplicar a cobertura do tratamento de esgoto até 2033 para atender às exigências do Marco Legal do Saneamento, uma meta que exigirá investimentos significativos.
Com apenas 25,4% do esgoto tratado e 34,7% coletado, o estado se encontra longe da média nacional de 56%. A Aegea, que assumiu as operações de saneamento após a privatização da Corsan, está liderando a busca pela universalização dos serviços.
Desafios e Investimentos
Para atender às metas estabelecidas, o Rio Grande do Sul precisará de aproximadamente R$ 21 bilhões. No entanto, o orçamento previsto para este ano é de R$ 5 bilhões para todos os setores, o que coloca em dúvida a viabilidade do plano.
Desde que a Aegea assumiu a operação em 2023, os investimentos aumentaram para R$ 4,3 bilhões, superando os anteriores R$ 450 milhões anuais da Corsan.
✨ A Aegea planeja investir cerca de R$ 15 bilhões até 2033, focando na modernização das redes e na expansão do tratamento de esgoto.
Resultados Recentes
Entre as melhorias já implementadas, destaca-se a construção de uma nova Estação de Tratamento de Água em Panambi, que triplicou a capacidade de abastecimento, beneficiando mais de 45 mil habitantes.
Na Serra Gaúcha, a ampliação da ETA II em Gramado e Canela dobrou a produção de água, abastecendo duas cidades turísticas. Em Osório, a extensão de 6,3 km de redes levou água tratada a mais de mil moradores.
Em Imbé, a instalação de uma nova Estação de Tratamento de Esgoto melhorou a cobertura de esgoto de 0,5% para 30%, diminuindo o lançamento de esgoto no meio ambiente.
Impacto Econômico
O Instituto Trata Brasil ressalta que a universalização do saneamento pode adicionar até R$ 40,7 bilhões ao PIB do Rio Grande do Sul, reduzindo despesas com saúde e aumentando a produtividade.
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