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Ciência
2 min de leitura

Cientistas revelam supernovas de estrelas massivas em binário

Descoberta de duas estrelas em explosões simultâneas traz novos insights

Gabriel Rodrigues21 de julho de 2026 às 17:35
Cientistas revelam supernovas de estrelas massivas em binário

Cientistas descobriram, pela primeira vez, evidências de que duas estrelas massivas de um sistema binário esgotaram seu combustível e explodiram em um curto intervalo, resultando em uma explosão violenta que formou uma nebulosa brilhante.

Essas explosões estelares, conhecidas como supernovas, deixaram para trás uma nuvem de gás brilhante. A Nebulosa da Água-viva, uma das mais reconhecidas da Via Láctea, surgiu da explosão de uma estrela de 15 a 25 vezes a massa do Sol. A segunda nebulosa, G189.6+3.3, é resultado da explosão da estrela companheira.

Ambas as estrelas eram dezenas de milhares de vezes mais luminosas que o nosso Sol e estão localizadas a cerca de 6.000 anos-luz da Terra.

As novas observações, guiadas por 16 anos de dados do Telescópio Espacial Fermi de Raios Gama da NASA, permitiram que os cientistas contextuassem a Nebulosa da Água-viva e relacionassem a sua origem com o evento cataclísmico que gerou a nebulosa sucessora.

“Este sistema oferece uma oportunidade rara de reconstruir a evolução de um sistema binário massivo — desde a formação até as explosões que deixaram remanescentes observáveis,” explicou Miltiadis Michailidis, pesquisador de pós-doutorado da Universidade de Stanford e autor principal do estudo.

As duas nebulosas, compostas por gás quente e partículas aceleradas, resultam da desintegração das supernovas. Estrelas massivas têm uma vida reduzida, geralmente durando apenas alguns milhões de anos, ao contrário do Sol, que deve viver cerca de 10 bilhões de anos.

Contexto

As estrelas massivas não são apenas mais luminosas, mas também frequentemente fazem parte de sistemas binários, onde interagem gravitacionalmente, o que influencia seu ciclo de vida e eventuais explosões.

Essas descobertas são fundamentais para estudar como a presença de estrelas binárias afeta a evolução de estrelas massivas, que é uma questão central na astrofísica moderna.

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