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Agronegócio
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Queda nos preços freia crédito rural entre suinocultores brasileiros

Produção de carne suína enfrenta desafios financeiros em 2026

Gabriel Rodrigues25 de junho de 2026 às 05:10
Queda nos preços freia crédito rural entre suinocultores brasileiros

A drástica redução nos preços da carne suína tem levado os suinocultores do Brasil a hesitar na obtenção de crédito rural. Em 2026, apenas R$ 346,6 milhões em financiamentos foram contratados, marcando uma queda de 36,1% em comparação ao mesmo período de 2025.

Iuri Machado, consultor da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), expressou sua preocupação com a situação: "A crise de preços é preocupante. A tendência é que os produtores minimizem investimentos e evitem novos endividamentos, pois estão operando abaixo do custo."

O preço do quilo do suíno vivo despencou 36% em São Paulo, caindo de R$ 7,76 para R$ 4,97 entre janeiro e maio.

Impacto das Taxas de Juros

Além da desvalorização da carne, os altos juros têm sido um fator crucial na diminuição do crédito. As taxas para financiamentos no setor podem atingir 18% anuais. Dados preliminares da ABCS indicam que os recursos para custeio caíram 21% em 2025, totalizando R$ 1,8 bilhão em 28,7 mil operações, com um valor médio de R$ 60,9 mil por operação.

Os bancos públicos foram responsáveis por R$ 1,2 bilhão do total emprestado, com 68,5% das contratações realizadas por produtores médios e 31,3% por pequenos. Essas estatísticas incluem tanto produtores integrados quanto independentes.

Cenário em Minas Gerais e Santa Catarina

Curiosamente, Minas Gerais se destacou com o segundo maior volume de crédito em 2025, totalizando R$ 371 milhões, apesar de ter apenas o quarto maior rebanho do país. O Estado possui, no entanto, o maior número de produtores independentes. Já Santa Catarina, principal estado produtor, lidera em financiamentos, predominando a presença de produtores integrados e cooperativas.

Perspectivas Futuras

Para o segundo semestre de 2026, há otimismo em relação à recuperação dos preços da carne suína, a menos que surjam dificuldades com exportações. Machado afirma que, historicamente, a suinocultura reage no segundo semestre, com uma demanda crescente, especialmente no último trimestre devido aos feriados de fim de ano.

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