Pesquisa confirma que depressão de 3,6 km foi gerada por impactos celestes.

A Cratera de Colônia, situada no distrito de Parelheiros, a 40 km do centro de São Paulo, foi definitivamente identificada como resultado do impacto de um asteroide, segundo um estudo geológico recente. Essa confirmação encerra debates sobre a natureza de sua origem, que persistiram por décadas.
Os pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) realizaram análises em amostras coletadas em profundos furos de sondagem na cratera, onde encontraram rochas caracterizadas como brechas de impacto, validando a hipótese do impacto celeste.
O foco da pesquisa foi a mineralogia de grãos de zircão, um mineral altamente resistente, onde foram observadas características de deformação que só podem ocorrer em condições severas de pressão e temperatura, confirmando a natureza da colisão.
✨ As deformações observadas nos cristais de zircão são evidências significativas do impacto asteroidal, levando à exclusão de outras teorias sobre a formação da cratera.
Além das análises de zircão, o estudo também considerou e descartou atividades vulcânicas ou movimentos tectônicos como causas viáveis para a formação da cratera. Os pesquisadores ressaltaram que as deformações nos minerais encontrados contradizem a possibilidade de sua origem por processos geológicos convencionais.
A Cratera de Colônia se destaca pela preservação notável, transformando-a em um registro geológico valioso que pode auxiliar na compreensão de crateras antigas ao redor do mundo.
Esta descoberta reafirma o potencial do zircão como ferramenta crucial para identificar estruturas crateras em regiões erodidas, estabelecendo um padrão para futuras pesquisas geológicas.
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