Nasa estuda colisão e seus efeitos na superfície lunar

Na madrugada de quarta-feira (5), o estágio superior de um foguete Falcon 9 da SpaceX colidiu com a Lua, criando uma cratera de cerca de 18 metros. O impacto, registrado às 3h35, ocorreu nas proximidades das crateras Einstein e Bell e está sendo rigorosamente analisado pela Nasa.
Com isso, a Nasa e astrônomos independentes observam o evento como uma valiosa oportunidade para entender melhor a geologia lunar e a dinâmica dos detritos espaciais. Para Jared Isaacman, administrador da Nasa, a colisão é similar à de um meteoroide que atinge a superfície lunar frequente.
"Meteoroides colidem com a Lua a cada hora, e impactos como este, com um estágio propulsor, acontecem aproximadamente a cada seis dias. Esse evento é uma continuação da era Apollo, quando a NASA realizava experiências de forma intencional.
✨ O componente do foguete pesava aproximadamente quatro toneladas e se deslocava a uma velocidade de 2,43 km/s.
Os dados preliminares indicam que a cratera pode ter um diâmetro variando entre 20 e 30 metros e profundidade de cerca de quatro metros. Apesar da ocorrência de detritos devido à colisão, a Nasa assegurou que não há riscos para a Terra.
O estágio colidido havia sido lançado em 15 de janeiro de 2025, durante a missão Blue Ghost 1. Após executar seu percurso, ficou em uma órbita imprevisível, culminando na colisão não programada com a Lua devido a fatores gravitacionais e atividades solares.
Embora descartes de estágios de foguetes não sejam ideais, são considerados uma prática aceitável para evitar a acumulação de lixo espacial em órbita.
Nos próximos dias, a Nasa e a equipe da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) analisarão o local do impacto com o auxílio de telescópios e do instrumento ShadowCam da Coreia do Sul. A coleta de dados contribuirá para futuras missões do Programa Artemis, que objetiva uma presença humana sustentável na Lua.
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