Larvas de besouro revolucionam preparação de esqueletos em museus
Estudo revela método inovador, rápido e menos prejudicial ao meio ambiente

De acordo com um estudo inovador divulgado na revista científica PLOS ONE, as larvas de besouro conhecidas como 'supervermes' têm o potencial de transformar os métodos tradicionais utilizados por museus para a limpeza de esqueletos destinados a pesquisas e exposições.
Os supervermes, que são larvas do besouro Zophobas atratus, demonstraram ser eficazes na remoção da carne de carcaças em um período muito curto, variando de algumas horas a alguns dias, dependendo do tamanho do animal. Por exemplo, um esquilo foi totalmente limpo em apenas algumas horas.
✨ Esses insetos podem limpar esqueletos com menos risco de danos do que produtos químicos ou outras técnicas convencionais.
Atualmente, muitos museus recorrem a produtos químicos ou colônias de besouros dermestídeos para essa tarefa, métodos que podem ser custosos e que trazem o risco de danificar os ossos ou causar infestações. Por outro lado, os supervermes são amplamente utilizados na alimentação de diversas espécies animais, como répteis e aves.
Vantagens dos supervermes
Quando mantidos em grandes grupos, os supervermes permanecem em sua fase larval, evitando se transformarem em insetos adultos e, assim, reduzindo o risco de infecções nas coleções dos museus.
Para validar essa técnica, os pesquisadores submeteram diferentes carcaças – de pequenos ratos a lobos-cinzentos – a grupos de supervermes, após a remoção da pele e órgãos dos animais. Em alguns casos, água quente foi utilizada para facilitar a eliminação dos tecidos remanescentes.
Os resultados foram promissores: os supervermes se mostraram eficazes na remoção de tecidos, sem causar danos significativos aos esqueletos. Essa abordagem simplifica o processo e é considerada uma alternativa mais sustentável para a preparação de peças para coleções científicas e exposições.
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