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Ciência
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USP cria nanopartículas de prata sustentáveis com arnica brasileira

Nova síntese verde promete reduzir toxicidade e desperdício

Ricardo Alves06 de abril de 2026 às 03:00
USP cria nanopartículas de prata sustentáveis com arnica brasileira

Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP em Ribeirão Preto desenvolveram um método inovador para criar nanopartículas de prata que promete ser mais sustentável e menos tóxico, utilizando arnica brasileira como base.

Essas nanopartículas são amplamente utilizadas em setores como medicina, cosméticos e embalagens de alimentos devido às suas propriedades antimicrobianas. Porém, a toxicidade potencial dessas substâncias tem gerado preocupações, considerando que podem provocar morte celular e danos ao meio ambiente.

A nova abordagem utiliza síntese verde para reduzir o uso de produtos químicos nocivos.

A proposta da equipe, liderada por Paulo Augusto Marques Chagas, foca na minimização ou eliminação de solventes e reagentes perigosos, além de reduzir o consumo de energia durante o processo produtivo. Utilizando um extrato aquoso da planta, o método transforma íons metálicos em nanopartículas de forma natural, evitando a geração de resíduos tóxicos.

Contexto de Desenvolvimento

A pesquisa é resultado de práticas anteriores no Laboratório de Controle Ambiental da UFSCar, que já explorava métodos sustentáveis e materiais recicláveis.

Atualmente, a metodologia está em fase final de desenvolvimento, com pedidos de patente já efetuados. Além disso, os pesquisadores estão elaborando um artigo científico que examina a aplicação de nanopartículas em nanofibras para filtragem de ar, destacando seu potencial para criar equipamentos com propriedades antibacterianas.

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