Meteorologista alerta sobre oscilações de temperatura até novembro e influência nas lavouras

O frio ainda deve marcar os próximos dias em parte do Brasil, mesmo com a chegada da primavera. A passagem de frentes frias e a ocorrência de chuvas devem manter as temperaturas mais amenas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto a volta do calor mais persistente ainda divide as projeções meteorológicas.
Segundo Celso Oliveira, meteorologista da Tempo OK, as temperaturas devem continuar oscilando pelo menos até o fim de novembro. Embora possam ocorrer dias mais quentes, a chegada de novas frentes frias e o retorno das chuvas devem provocar novas quedas nos termômetros.
✨ As projeções ainda não indicam uma data definida para a volta do calor mais persistente, com possibilidade de temperaturas mais altas no Sudeste e no Centro-Oeste no início de dezembro.
Oliveira também comenta que as frentes frias têm avançado mais ao norte, entre Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, acompanhadas de massas de ar frio mais fortes para esta época do ano. Enquanto isso, as temperaturas já estão mais elevadas no Norte e no Nordeste.
A previsão é de continuidade das chuvas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, especialmente no Paraná, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul. O cenário deve mudar pouco até perto do fim de novembro, mas a distribuição das precipitações pode variar entre as regiões.
No Rio Grande do Sul, principalmente na metade sul, a irregularidade das chuvas já dificulta o plantio da próxima safra de grãos. Para novembro, a tendência é de aumento das precipitações no Estado e redução em partes de Mato Grosso.
Já áreas da Bahia, do Maranhão, do Piauí e do Tocantins podem enfrentar atraso na semeadura devido à diminuição das chuvas.
As temperaturas mais baixas também interferem no desenvolvimento das atividades agropecuárias. Segundo Oliveira, o frio, combinado ao excesso de umidade e aos dias nublados, tem contribuído para a piora da qualidade das culturas de inverno no Sul.
O desenvolvimento inicial do milho no Paraná e no Rio Grande do Sul também está mais lento. As temperaturas baixas reduzem o ritmo de crescimento das plantas, assim como o das pastagens, que podem demorar mais para se desenvolver.
Para o meteorologista, a persistência desse cenário nas próximas semanas torna importante acompanhar tanto a evolução das temperaturas quanto a distribuição das chuvas, especialmente nas regiões que dependem de condições favoráveis para o avanço do plantio.
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