Comportamento pode indicar falta de compromisso e dependência emocional

A prática de manter contatos extras, conhecidos como 'contatinhos', em relacionamentos sérios, levanta questões sobre as reais intenções de quem está comprometido. Essa atitude, chamada de cushioning, pode ser uma forma de proteger-se da solidão ou uma demonstração de insegurança na relação principal.
O termo 'cushioning', inspirado na palavra 'almofada', sugere que a pessoa busca opções secundárias para amenizar a dor de um possível término. Para especialistas, isso não necessariamente indica um desejo de acabar com o parceiro atual, mas reflete uma certa falta de compromisso e dependência emocional.
✨ Estudos mostram que o comportamento de manter 'backburners' (contatos reservas) aumentou com as redes sociais, permitindo que indivíduos em relacionamentos utilizem esse tipo de estratégia para evitar a dor de um rompimento.
Uma pesquisa realizada em 2014 revelou que a maioria dos contatos mantidos com 'planos B' ocorre via mensagens de texto ou redes sociais, sobressaindo-se a falta de ligações telefônicas. Além disso, a pesquisa indicou que não há ligação direta entre o nível de investimento na relação principal e o número de interações com 'contatinhos'.
A assistente social Elisabeth LaMotte aponta que o cushioning representa uma simultaneidade de apelos emocionais, onde a pessoa mantém um apego ansioso a um novo parceiro enquanto evita a intimidade com o atual. Isso pode sabotar relacionamentos e dificultar a resolução de problemas emocionais.
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