O sacerdote utilizou lucros do artesanato exótico para financiar obras comunitárias e fundar o Museu do Marajó.

Na década de 1970, o sacerdote jesuíta italiano Giovanni Gallo assumiu a paróquia de Santa Cruz do Arari, na Ilha do Marajó, e iniciou um projeto socioeconômico que aproveitava o artesanato local.
Com um laboratório criado na Vila de Jenipapo, ele ensinou moradoras a embalsamar piranhas, resultando na exportação de 12 mil exemplares para a Itália, através de sua rede de contatos na Europa.
✨ Os lucros das vendas foram utilizados em obras na comunidade, como 350 metros de pontes e a construção do Museu do Marajó.
Os recursos foram investidos no pagamento das trabalhadoras e na melhoria da infraestrutura local, incluindo a construção de um trapiche comunitário, um cemitério apropriado para as cheias e uma pista de pouso de 800 metros.
A iniciativa gerou uma autonomia financeira temporária e despertou a consciência histórica dos moradores em relação ao seu patrimônio cultural, transformando a preservação da memória em um vetor de desenvolvimento social.
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Jornalista especializado em Cultura & Entretenimento

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