Jingle revive estratégia de marketing político usada há décadas

O 'Jingle do Osmarzinho' surgiu como um elemento de campanha na eleição para a prefeitura de Cocal dos Alves, no Piauí, em 2016. Apesar de não garantir a vitória do candidato na ocasião, a música se tornou um sucesso viral nas redes sociais ao longo de 2026.
Esse fenômeno é um exemplo da eficácia da música no marketing político brasileiro, uma técnica que começou a ser utilizada oficialmente em 1929, na campanha presidencial de Júlio Prestes.
Os jingles políticos, formatados a partir da publicidade americana, foram introduzidos no Brasil em 1930, durante a disputa entre Getúlio Vargas e Júlio Prestes. O compositor Francisco José Freire Júnior foi o responsável por criar o primeiro jingle do país, chamado "Seu Julinho Vem", que ajudou a consolidar a imagem de Prestes entre os eleitores.
Embora Prestes não tenha vencido a eleição, a música recebeu um impulso significativo quando, em 1932, um novo decreto presidencial regulamentou a publicidade no rádio, promovendo o uso de jingles como parte das campanhas eleitorais.
✨ Jingles se tornaram essenciais nas campanhas eleitorais, inclusive durante períodos de proibição.
Na década de 1950, Vargas foi novamente a inspiração por trás de jingles marcantes, como "Retrato do Velho", que simbolizou seu retorno ao poder. Esse formato continuou a evoluir e se popularizar, com jingles como "Juscelino é o Homem" na campanha de Kubitschek e "Varre, Varre Vassourinha" na candidatura de Jânio Quadros em 1960.
A popularidade dos jingles incentivou candidatos em níveis locais a adotarem essa estratégia criativa, levando a um aumento significativo no seu uso ao longo das décadas.
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