Lula inaugura Tela Brasil para promover cinema nacional
Plataforma busca ampliar visibilidade do audiovisual brasileiro

Durante o Rio2C, evento internacional de destaque no setor de entretenimento, o governo federal lançou no dia 30 a plataforma Tela Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a ocasião para criticar a predominância de conteúdo estrangeiro e enfatizou a relevância do novo serviço para a compreensão da cultura nacional.
✨ Lula destacou que conhecer a cultura do Brasil é essencial para entender a identidade do país.
A Tela Brasil foi criada para enfrentar o desafio de visibilidade do cinema nacional. A plataforma, acessível via login no gov.br, já conta com 555 obras brasileiras, incluindo curtas e longas-metragens. No entanto, atualmente só é possível utilizá-la pela versão web, embora um aplicativo celular esteja previsto para ser lançado em 30 dias.
Investimentos e Acervo
O investimento inicial para a plataforma foi de 10,1 milhões de reais, com 3,8 milhões destes destinados ao licenciamento de obras e o restante em tecnologia. A curadoria busca promover a diversidade, destacando produções de cinema negro, indígena e de mulheres.
"A plataforma atualiza e amplia programas de acesso como a Programadora Brasil e o Cine Mais Cultura, promovendo a democratização do acesso ao conteúdo brasileiro de forma gratuita.
Enquanto a necessidade de promover a produção cinematográfica brasileira é evidente, a Tela Brasil deve enfrentar a competição no ambiente digital. Daniel Queiroz, da distribuidora Embaúba, ressalta que a plataforma deve alcançar além do público tradicional, expandindo o acesso a filmes que normalmente não seriam vistos fora de festivais.
Contexto do Streaming no Brasil
A Tela Brasil surge em um cenário onde apenas 5,3% dos títulos disponíveis nas plataformas de vídeo por demanda são brasileiros, mostrando a carência de uma oferta mais robusta.
Apesar das dificuldades, a plataforma oferece uma oportunidade para aumentar a visibilidade do cinema nacional, que frequentemente enfrenta barreiras para alcançar novos públicos. A questão da regulação do streaming no Brasil também permanece sem solução, o que poderia dificultar a evolução do mercado de streaming e do financiamento necessário para um catálogo mais atrativo.
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