Percussionista e mestre caboclo do Maracatu Rural Cruzeiro do Forte fala sobre a tradição e o respeito pela manifestação cultural.

Mestre Nico é um dos principais representantes do maracatu de baque solto, também conhecido como maracatu rural, e tem dedicado várias décadas à preservação dessa tradição cultural. Desde os anos 1980, ele atua como percussionista, aderecista e mestre caboclo do Maracatu Rural Cruzeiro do Forte, que é o terceiro mais antigo de Pernambuco, fundado em 1929 no Recife.
Em entrevista ao programa Sobre Tom, da revista CartaCapital, Mestre Nico fala sobre a importância de vivenciar o maracatu como um espaço de libertação e respeito. Ele observa que, em tempos de fácil acesso à informação, é fundamental conhecer profundamente essa manifestação cultural para evitar o seu uso incorreto e a destruição de seus elementos.
✨ “O maracatu é algo que tem que ser vivido. É também um lugar de libertação. A dança proporciona isso”, destaca Mestre Nico.
Ele acrescenta que é essencial reconhecer e valorizar os antepassados que ajudaram a preservar o maracatu, reforçando que isso deve orientar a prática atual. Para Mestre Nico, tanto o caboclo de lança, que manobra e protege o maracatu, quanto o mestre de apito, que comanda os ritmos e versos durante os cortejos, têm papéis igualmente importantes.
Mestre Nico ressalta que a indumentária do caboclo de lança, que inclui chapéu de palha, gola e guiada (lança), é um dos encantos que atraem o público, mas enfatiza a necessidade de acompanhar sua evolução durante o cortejo para entender seu papel fundamental na manifestação popular.
Assista à entrevista de Mestre Nico a CartaCapital e conheça mais sobre o universo do maracatu.
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