Percussionista destaca machismo e sua conexão com culturas brasileiras

A percussionista Michelle Abu, com três décadas de vivência na cena musical afro-baiana, apresenta seu segundo álbum, intitulado 'Qual É o Tambor'. Esta nova obra conta com colaborações de nomes como Karol Conká, Otto e o coral indígena Os Guaranis.
No disco, Michelle combina sua atuação como cantora e percussionista, mesclando ritmos tradicionais com uma abordagem moderna. As composições surgiram de 'grooves percussivos' que a artista explorou durante a pandemia, resultando em uma fusão de carimbó, pagodão baiano, baião, música indígena e ritmos afro-religiosos.
✨ “Não existe música brasileira sem tambor” — Michelle Abu
Michelle compartilha sua paixão pela cultura brasileira, enfatizando a importância de vivenciar as manifestações culturais em sua totalidade, desde os sons até a gastronomia. As inspirações mais recentes de sua obra incluem performances no Sairé, em Alter do Chão, e no Bembé do Mercado, em Santo Amaro.
Além de sua trajetória musical, Michelle também enfrenta o machismo permeante na indústria. Ela observa que, frequentemente, ao se apresentar, é tratada como cantora, enfatizando que seu papel é como baterista. Essa luta é um chamado à ação para mulheres na música, que continuam a buscar seu espaço em um ambiente tradicionalmente dominado por homens.
"A gente tem conquistado espaço, mas não pode parar, porque ainda existe machismo.
Michelle Abu, ao longo de sua carreira, já se apresentou com ícones como Elza Soares e Arnaldo Antunes, ampliando sua experiência em diferentes gêneros musicais.
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