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Cultura
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Museu do Ipiranga revela objetos históricos da Coleção Sertaneja

Objetos de uso cotidiano e artesanato são ressignificados

Carlos Silva28 de maio de 2026 às 16:30
Museu do Ipiranga revela objetos históricos da Coleção Sertaneja

O Museu do Ipiranga, localizado em São Paulo, apresenta, no dia 30 de junho, aproximadamente 600 itens da Coleção Sertaneja, que foram coletados, adquiridos ou doados entre 1920 e 1950, trazendo à luz artefatos do cotidiano e um novo entendimento sobre a cultura local.

Objetos e suas histórias

Este acervo, que inclui roupas, utensílios de cozinha, peças religiosas e artesanato de madeira, metal, tecido, couro e palha, estará à disposição de ceramistas, museólogos e agentes culturais de Taubaté, São Luiz do Paraitinga e Cunha. A grande maioria dos objetos é paulista, embora haja também peças de outros estados do Brasil, incluindo Paraíba, Goiás e Bahia.

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O racismo no interior de São Paulo opera de forma bastante diferente do contexto urbano. A população negra vive de forma guetificada, e a mobilidade social é muito mais difícil.”

David Ribeiro, historiador

Um dos grandes responsáveis pela coleta de itens é o folclorista Alceu Maynard Araújo, que contribuiu com pelo menos 60 peças da coleção.

Contexto da Coleção

A Coleção Sertaneja é parte de um projeto mais amplo que envolve a reinvenção das narrativas culturais brasileiras, tendo como base estudos realizados por David Ribeiro, que focam em memórias identitárias e traumáticas.

Reflexões sobre o sertão e a cultura caipira

O estudo dos itens ressignificados ultrapassa os limites do passado, questionando conceitos como caipira e sertanejo, enquanto se busca um diálogo com as comunidades originárias. O próprio conceito de sertão é reanalisado de acordo com as diversas visões que se perpetuaram ao longo do tempo, incluindo as de Euclides da Cunha e Guimarães Rosa.

  • 1Peças de uso cotidiano (roupas, utensílios)
  • 2Artefatos religiosos
  • 3Artesanato de diversos materiais
  • 4Objetos coletados entre 1920 e 1950

O Museu do Ipiranga, ao reexaminar o acervo histórico, abre espaço para novas narrativas e melhores compreensões sobre a identidade cultural do Brasil, em um momento de revisão crítica acerca do que significa ser sertanejo.

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