ABPA pede revisão de medidas antidumping em resinas importadas
Entidades alertam sobre aumento de custos na indústria de embalagens

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e organizações do setor destacaram, nesta segunda-feira (11), a necessidade de rever a medida antidumping aplicada às importações de polietileno provenientes dos Estados Unidos e do Canadá.
O polietileno é utilizado em embalagens técnicas para produtos congelados e processados, desempenhando funções sanitárias e logísticas essenciais. As entidades argumentam que a proposta de revisão poderá elevar de maneira significativa os custos da indústria, que já enfrenta dificuldades devido ao aumento global nos preços das resinas.
✨ A alta nas resinas acumulou um aumento de cerca de 70% desde o agravamento da crise no Oriente Médio.
Atualmente, a taxa antidumping está em torno de US$ 200 por tonelada, mas a nova proposta sugere um aumento para cerca de US$ 735 por tonelada. A ABPA alerta que essa alteração pode resultar em um acréscimo de até 25% no custo das resinas utilizadas pelas indústrias de embalagens.
Adicionalmente, a pressão sobre os preços das embalagens pode variar entre 16% e 22%, dependendo da tecnologia utilizada na fabricação. A pesquisa da entidade indica que 50% das resinas importadas pelo Brasil no último ano vieram dos EUA e Canadá, que estão sob a nova medida.
Outras regiões fornecedoras, como Oriente Médio, Ásia e Egito, também estão enfrentando dificuldades na oferta dessas resinas. A ABPA destaca a importância das resinas base metaloceno e octenos, que são cruciais para embalagens de produtos resfriados, e menciona que os Estados Unidos são uma das poucas fontes para esses insumos.
Diante dessa situação, as entidades formadoras do documento preveem que um aumento nos preços dos produtos, já em elevação superior a 5% devido à crise internacional, poderá alcançar quase 10% caso a revisão da medida antidumping prossiga.
No comunicado, o setor solicita a implementação de mecanismos temporários que suspendam ou reduzam os impostos sobre insumos fundamentais para as embalagens. Porém, o posicionamento não traz um cronograma para a decisão oficial sobre a revisão ou menciona qualquer resposta do governo federal sobre o assunto.
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