Entidade busca ampliar regulamentações em resposta a decisões da UE

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) solicitou ao Ministério da Agricultura a ampliação das restrições ao uso de antimicrobianos na produção animal.
Esse pedido foi feito em um ofício enviado no dia 11 de maio de 2026 e marca a segunda solicitação da ABPA ao governo sobre o tema em menos de um mês.
Em uma comunicação anterior em maio, a entidade já havia requerido que as limitações ao uso de ácido fosfônico (fosfomicina) se expandissem para a avicultura.
✨ A portaria vigente já proíbe o uso de antimicrobianos para abelhas, bovinos, equinos e peixes.
Agora, a ABPA busca incluir aves nas restrições e propõe regulamentações para outras três substâncias: enramicina, avilamicina e flavomicina.
Esse pedido surge em um contexto de negociações entre o Brasil e a União Europeia acerca do uso de antimicrobianos, especialmente após o bloco retirar o Brasil da lista de países aprovados para exportação de produtos de origem animal, o que terá efeito a partir de 3 de setembro.
A ABPA destaca que a decisão da UE não indica falhas sanitárias, mas a necessidade de cumprimento das exigências de fiscalização europeias.
A entidade acredita que exigir mais restrições poderá beneficiar a posição do Brasil nas negociações com a União Europeia, evidenciando um compromisso com o uso responsável de antimicrobianos e com a saúde pública.
Além disso, a adoção de novas regulamentações poderia alinhar as normas nacionais aos padrões internacionais, aumentando a confiança nas práticas sanitárias do Brasil e sustentando a competitividade das exportações do setor.
O ofício foi assinado pelo presidente da ABPA, Ricardo Santin, e enviado ao ministro da Agricultura, André de Paula, com cópias para as secretarias de Defesa Agropecuária e Relações Internacionais do Agronegócio.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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