Acelen Renováveis investe US$ 1,5 bi em biorrefinaria na Bahia
Novo projeto deve gerar 3,6 mil empregos e operar em 2029

A Acelen Renováveis revelou um aporte de US$ 1,5 bilhão destinado à construção de uma biorrefinaria de combustíveis sustentáveis em São Francisco do Conde, Bahia, com início das operações previsto para 2029.
Com capacidade para produzir até 1 bilhão de litros anualmente de combustíveis sustentáveis, como SAF (Sustainable Aviation Fuel) e diesel renovável, o investimento conta com apoio financeiro de um consórcio de 10 instituições liderado pelo HSBC e pela International Finance Corporation (IFC).
✨ Acelen planeja cultivar 144 mil hectares em áreas degradadas, priorizando parcerias com pequenos produtores.
Tecnologia e Sustentabilidade
A nova planta fará uso da tecnologia HEFA (Hydroprocessed Esters and Fatty Acids), uma metodologia reconhecida para a produção de combustíveis renováveis. Instalada em uma área industrial já existente, esse projeto faz parte de uma iniciativa mais ampla que deve ultrapassar US$ 3 bilhões em investimentos totais.
Além das operações de refino, a Acelen também terá um braço voltado para a agroindústria, que incluirá o cultivo e processamento de coprodutos da macaúba, assim como o uso de óleo de soja e óleo de cozinha reciclado como insumos. Essa abordagem estabelece uma ligação direta com o agronegócio, criando uma nova demanda por culturas oleaginosas e biomassa.
Impacto na Economia e no Emprego
A previsão indica a criação de até 3,6 mil postos de trabalho, tanto diretos quanto indiretos, durante a fase de construção. O consórcio financeiro inclui instituições renomadas como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e BID Invest, entre outros.
Importante destacar que aproximadamente 90% das vendas de SAF e HVO já estão formalizadas. Um estudo da Fundação Getulio Vargas estima que o projeto pode movimentar até US$ 40 bilhões na economia brasileira e gerar 85 mil empregos na próxima década.
Contexto
Embora a Acelen destaque os principais benefícios do projeto, detalhes sobre o cronograma para cultivo e contratos específicos de fornecimento ainda não foram divulgados.
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