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economia
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Mercado de carbono promete crescimento no agro e na economia

Regulamentação abre novas oportunidades para créditos de carbono

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 10:45
Mercado de carbono promete crescimento no agro e na economia

O lançamento do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) em 2024 traz grandes expectativas para a economia e o setor agropecuário do país, criando uma nova dinâmica em relação ao mercado de carbono.

Com a capacidade de gerar até 370 milhões de toneladas em créditos de carbono, o projeto tem o potencial de movimentar R$ 1 trilhão e criar aproximadamente 3 milhões de novos empregos, como aponta um estudo da PwC Brasil.

O Papel do Setor Agropecuário

A Lei nº 15.042/2024, que institui o SBCE, recebeu apoio significativo da Frente Parlamentar da Agropecuária. O reconhecimento do papel da produção rural na captura de carbono e na redução de emissões de gases de efeito estufa é um dos principais avanços da regulamentação, permitindo que os produtores tornem-se geradores de créditos.

Cada crédito de carbono se refere a uma tonelada de dióxido de carbono equivalente que é reduzida ou removida da atmosfera.

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A preservação no campo deve ser reconhecida e remunerada de forma justa.

Senadora Tereza Cristina

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, comentou que o sistema pode transformar serviços ambientais em renda, sempre respeitando o direito de propriedade dos envolvidos. Para garantir a validade dos créditos, as iniciativas devem seguir métodos específicos e serem certificadas.

Expectativas e Diretrizes Futuras

A expectativa é que o SBCE esteja completamente funcional até 2030. A regulamentação futura terá um papel crucial ao definir critérios de monitoramento, verificação e credenciamento, assim como os limites de créditos rurais a serem utilizados pelas empresas.

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A inclusão de áreas preservadas nas propriedades pode ser uma significativa fonte de créditos para compensar quem contribui com a conservação.

Senador Marcos Rogério

Medidas como captura de carbono no solo, produção de bioenergia, tratamento de dejetos, reflorestamento e conservação de áreas legais poderão gerar créditos. Apenas projetos que respeitem metodologias reconhecidas conseguirão emitir créditos válidos.

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