Acordo EUA-Irâ pode reduzir preços de fertilizantes globalmente
Impactos positivos esperados para importadores brasileiros

Um novo acordo preliminar entre os Estados Unidos e o Irã promete impactar o mercado global de fertilizantes, potencialmente aliviando as pressões logísticas que mantiveram os preços elevados nos últimos meses.
Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, indica que a reabertura das rotas marítimas no Golfo é um desenvolvimento favorável para os importadores brasileiros, que aumentam suas aquisições de fertilizantes nitrogenados no segundo semestre.
✨ Este acordo é um fator potencialmente redutor de preços no mercado global de fertilizantes.
Segundo Pernías, a reabertura do estreito do Golfo é crucial, pois representa uma rota estratégica para o transporte de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, que tinham enfrentado obstáculos desde a interrupção das operações marítimas. Esses elementos estavam impactando negativamente os mercados, gerando alta nos preços.
A retomada das navegações deve aliviar as restrições logísticas na região, melhorando o fluxo de produtos. Contudo, existem incertezas relacionadas à segurança na navegação, como a presença de áreas potencialmente minadas e a falta de confirmações claras do Irã sobre a segurança das rotas, o que pode atrasar a normalização total do tráfego.
"A normalização do fluxo marítimo deve ocorrer de maneira gradativa, o que contribuirá para a circulação global de energia e fertilizantes, especialmente os nitrogenados e enxofre
Embora a reabertura das rotas marítimas tenha iniciado um movimento de queda nos preços, o analista destaca que a normalização da oferta e da logística deve ser lenta. A possível flexibilização ou retirada de sanções ao Irã também pode aumentar a disponibilização global de fertilizantes e suas matérias-primas ao longo do tempo.
✨ As cotações da ureia já apresentaram queda significativa, revertendo para níveis antes do conflito atual.
No mercado da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados na agricultura, os preços no Brasil caíram para patamares anteriores ao início da crise, acumulando uma desvalorização superior a 40% em oito semanas consecutivas.
Esse cenário é considerado estratégico para o Brasil, uma vez que as importações de fertilizantes nitrogenados tendem a crescer nas próximas semanas, tornando as atuais condições mais favoráveis para os importadores.
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