Crescimento real de 9% impulsionado por políticas fiscais

A arrecadação de impostos e outras receitas do governo federal totalizou R$ 289,3 bilhões em julho de 2026, conforme divulgou a Receita Federal. Esse montante representa um crescimento real de 9% em comparação com julho de 2025, quando a arrecadação foi de R$ 265,5 bilhões, ajustados pela inflação.
Este dado é significativo, pois estabelece um novo recorde para meses de julho desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995, totalizando 32 anos.
O aumento da arrecadação é atribuído ao crescimento da economia brasileira e a uma série de elevações de tributos implementadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos anos. Entre as principais mudanças, destacam-se a elevação na tributação de fundos exclusivos e 'offshores', alterações na tributação de incentivos estaduais, e ajustes na taxação sobre combustíveis.
✨ O governo também introduziu novas taxas sobre exportações e ajustou tributos como o IOF sobre crédito e câmbio.
Nos primeiros sete meses de 2026, a arrecadação federal totalizou R$ 1,87 trilhão. Corrigido pela inflação, o valor ultrapassa R$ 1,9 trilhão, refletindo um crescimento real de 7% em relação ao mesmo período de 2025.
O governo pretende utilizar o aumento na arrecadação para alcançar sua meta fiscal para 2026, que é ter um superávit de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 34,3 bilhões. O arcabouço fiscal aprovado em 2023 permite um intervalo de tolerância em relação a essa meta, que pode ser considerada cumprida se houver saldo zero ou um superávit de até R$ 68,6 bilhões.
"Apesar das expectativas favoráveis, a previsão indica que o governo pode enfrentar um déficit de R$ 23,3 bilhões em 2026.
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