Nilton David acredita que variação cambial não deve ser impactada de forma intensa.

Em um cenário econômico divergente, enquanto o Banco Central do Brasil reduziu a taxa Selic nesse mês, o Federal Reserve dos Estados Unidos aumentou suas taxas de juros. Essa dinâmica tem o potencial de reduzir o diferencial de juros entre os dois países.
Na última quarta-feira (23), Nilton David, diretor de Política Monetária do Banco Central do Brasil, comentou que não antecipava grandes flutuações no câmbio em decorrência das alterações nas taxas de juros nos dois países.
David destacou, em uma conferência promovida pelo J. Safra em São Paulo, que, embora o aumento da taxa de juros nos Estados Unidos teoricamente possa direcionar mais investimentos para o país americano, a atual política monetária brasileira, que exige juros mais altos devido à desancoragem de expectativas, torna o real menos sensível a essas mudanças do que em épocas anteriores.
✨ A redução da Selic e o aumento da taxa de juros nos EUA podem resultar em mudanças perceptíveis no cenário cambial, mas a atual política monetária do Brasil oferece resiliência ao real.
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Jornalista especializado em Economia




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