Banco Central mantém Selic e evita prognóstico para próximos meses
Copom enfatiza cautela diante de incertezas globais

Após a redução da taxa Selic de 14,75% para 14,5% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central optou por não revelar uma orientação clara para sua próxima reunião, que ocorrerá em junho.
Em comunicado divulgado na última quarta-feira, o Copom mencionou um "forte aumento da incerteza" no cenário atual, indicando a necessidade de "serenidade e cautela" na sua abordagem da política monetária. Essa postura visa permitir que as futuras decisões sobre a taxa Selic levem em conta informações novas e relevantes, especialmente em relação aos conflitos no Oriente Médio e seus impactos na inflação.
✨ Comitê ressalta a importância de adaptar políticas às novas informações econômicas.
No que se refere ao contexto internacional, o Copom destacou a necessidade de cautela diante da incerteza em relação à duração e consequências dos conflitos no Oriente Médio, que influenciam a volatilidade dos preços de ativos e commodities. Essa situação demanda uma abordagem cuidadosa por parte dos emergentes.
Em relação à economia interna, o Comitê aponta que, apesar da moderação no crescimento econômico, o mercado de trabalho apresenta resiliência. Contudo, a inflação, tanto a cheia quanto as medidas subjacentes, têm mostrado aceleração, afastando-se da meta estabelecida.
Meta de Inflação
A meta de inflação do Brasil é de 3% ao ano, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de economia

Selic é projetada a 13,50% para final de 2026 em novo relatório Focus
Aumento das incertezas internacionais impacta as expectativas

Dólar e Ibovespa Reagem a Tensão Global e Indicadores Econômicos
Preços do petróleo sobem com escalada de conflitos, enquanto índices acionários enfrentam quedas.

Campos Neto: estamos analisando a seca, que prejudica regiões agrícolas.
Roberto Campos Neto destaca que regiões mais produtivas do país enfrentam falta de chuva e pressiona inflação de alimentos

FMI reduz crescimento e eleva inflação na zona do euro até 2027
Conflitos no Oriente Médio e aumento de preços de energia pioram cenário econômico





