BNDES amplia financiamento para inovação no agronegócio
Novo orçamento e regras facilitam acesso a crédito para o agro

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou na quinta-feira (29) a ampliação de seu programa BNDES Mais Inovação, que agora inclui um orçamento de R$ 12 bilhões para 2026, permitindo o acesso a empresários individuais e pessoas físicas atuando em setores como agropecuário, produção florestal, pesca e aquicultura.
Com esse aumento, o investimento no programa passa a ser R$ 4,8 bilhões superior ao planejamento inicial. Desse total, ao menos R$ 840 milhões serão direcionados às regiões Norte e Nordeste, e R$ 1,1 bilhão ficará reservado para financiamento de máquinas industriais.
✨ Empresários individuais e pessoas físicas agora podem acessar crédito para inovação no agronegócio.
A principal novidade é a inclusão de novos beneficiários, que possibilita a empresários individuais e pessoas físicas que operem no agro e serviços correlatos, acessarem financiamentos. Essa mudança visa facilitar investimentos em inovação, digitalização e modernização, além da aquisição de máquinas com tecnologia avançada.
As novas condições financeiras também foram favorecidas, com a redução na taxa de remuneração do BNDES de 2,5% para 2% ao ano para a compra de máquinas. Já em relação às máquinas industriais, o spread foi padronizado para 1,4% ao ano, independentemente do porte da empresa.
Mudanças nas taxas
Micro, pequenas e médias empresas terão uma taxa de 5,75% ao ano, enquanto grandes empresas pagarão 6,88% ao ano.
Essas novas diretrizes podem resultar em um aumento significativo na renovação do parque de máquinas do agro, além de promover a incorporação de novas tecnologias e melhorias na eficiência operacional.
O protocolo para solicitar crédito com as novas normas já está disponível através da rede de agentes financeiros credenciados. O BNDES informou que aprovou R$ 35,6 bilhões em financiamentos focados em inovação nos últimos três anos, um montante superior aos R$ 34,8 bilhões registrados nos onze anos anteriores.
Entretanto, a eficácia dessas mudanças dependerá da demanda real dos produtores e da capacidade dos agentes financeiros em operacionalizar as novas ofertas, pois o banco não estabeleceu metas específicas de contratação por setor produtivo nesta divulgação.
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