Dois projetos de SAF com produção a partir de óleos vegetais devem ser aprovados.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está em vias de aprovar financiamento para dois projetos de combustíveis sustentáveis para aviação (SAF) em 2026, conforme informação divulgada por Luciana Costa, diretora da área de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do banco.
Costa fez o anúncio durante o 12º Brazil Investment Fórum, promovido pelo Bradesco BBI. Ela esclareceu que a expectativa é de que o primeiro projeto seja revelado ainda neste mês, enquanto o segundo está previsto para o segundo semestre.
✨ Ambos os projetos utilizarão a rota HEFA, considerada mais avançada em comparação com o método de álcool para jato.
A diretora também mencionou que não será necessário formar consórcios entre as empresas para o avanço desses projetos, um modelo proposto anteriormente pelo BNDES devido a atrasos nas propostas do setor privado. Esses atrasos foram provocados por incertezas no mercado de combustíveis sustentáveis, especialmente após a vitória de Donald Trump nos EUA.
Um dos projetos contará com um acionista, enquanto o outro terá três. Pelo menos um dos financiamentos será na modalidade de project finance, que limita garantias ao ativo financiado.
A produção de SAF nacional é essencial para cumprir a Lei do Combustível do Futuro, que exige 1% de SAF no consumo de aviação até 2027, aumentando gradualmente para até 10% em 2037.
Atualmente, a única produtora de SAF no Brasil é a Petrobras, que utiliza óleos vegetais na produção em sua refinaria de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.
Por fim, Costa afirmou que o BNDES não possui planos para financiar projetos de biobunker, citando que o etanol deverá atender a demanda por combustíveis sustentáveis para navegação sem a necessidade de processamento adicional.
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Jornalista especializado em Economia

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