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economia
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Nova fase do Desenrola bloqueia CPF em apostas por seis meses

Programa de renegociação de dívidas visa proteger famílias do endividamento

Carlos Silva29 de junho de 2026 às 13:40
Nova fase do Desenrola bloqueia CPF em apostas por seis meses

Na última segunda-feira (29), o governo federal anunciou uma nova fase do programa Desenrola, que tem como objetivo facilitar a renegociação de dívidas. Uma das medidas implementadas é o bloqueio do CPF de quem aderir ao Desenrola Adimplentes e ao Fies Empreendedor em plataformas de apostas por um período de seis meses.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que essa exigência pretende impedir que o crédito com juros reduzidos disponibilizado pelo programa seja utilizado em jogos online, que têm gerado preocupações quanto ao aumento do endividamento das famílias brasileiras.

Como funciona o bloqueio

O bloqueio ocorrerá de forma automática para aqueles que optarem pelas novas linhas de crédito, restringindo o acesso a plataformas de apostas regulamentadas durante seis meses. Isso abrange tanto os trabalhadores informais que buscam renegociar suas dívidas, quanto os ex-alunos do Fies que desejam iniciar um negócio.

Quem pode aderir ao programa

O Desenrola Adimplentes é destinado àqueles que ainda não estão inadimplentes, mas que enfrentam altos juros em financiamentos. O foco é constituído por trabalhadores informais e estudantes do Fies que almejam empreender. O governo espera beneficiar até 500 mil trabalhadores informais e 100 mil alunos do programa de financiamento.

Os interessados podem renegociar dívidas de até R$ 15 mil, com uma taxa máxima de 1,99% ao mês.

A proposta abrange produtos de crédito pessoal não consignado, exigindo ao menos quatro parcelas pagas e um atraso máximo de 90 dias. Para os estudantes do Fies, os juros podem atingir 11% ao ano, com limites de R$ 180 mil para pessoas jurídicas e R$ 80 mil para pessoas físicas.

Onde buscar as linhas de crédito

As novas opções de crédito estarão inicialmente disponíveis na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. Os bancos do setor privado ainda não se manifestaram sobre sua adesão ao programa.

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