Bradesco alerta: alinhamento fiscal é crucial para reduzir juros
Luiz Carlos Trabuco discute a necessidade de reforma econômica em conferência nos EUA

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, enfatizou a urgência de alinhar as políticas fiscal e monetária do Brasil para evitar taxas de juros exorbitantes. A declaração ocorreu durante a conferência Brasil em Pauta, em Nova York, onde Trabuco expressou preocupação com a taxa real de 10%, que considera extremamente desfavorável para a economia.
No evento, que marcou o início da Brazil Week, o executivo abordou a importância de coordenar o controle dos gastos públicos com a gestão das taxas de juros. Ele advertiu que a falta de sinergia neste aspecto pode resultar em um prolongado cenário de juros elevados, o que prejudica tanto o setor privado quanto o público. "Sem o alinhamento entre as políticas fiscal e monetária, taxas de juros altas se tornarão uma inevitabilidade", afirmou.
✨ Taxa de juros real de 10% é considerada 'proibitiva' por Trabuco.
Trabuco explicou que juros elevados encarecem o crédito, aumentando os custos financeiros para empresas e famílias, além de pressionar as dívidas do governo. Ele sublinhou que, no caso das empresas, um custo de capital mais alto pode obstruir investimentos, enquanto para as famílias isso traz reflexos diretos em financiamentos e empréstimos. Do ponto de vista do setor público, manter taxas de juros altas eleva o custo do serviço da dívida.
Contexto
Embora Trabuco tenha traçado um diagnóstico claro sobre a situação atual, não apresentou propostas específicas ou prazos para a implementação de mudanças nas políticas fiscais e monetárias. Sua fala ressalta a importância da articulação entre as avaliações econômicas e a gestão fiscal no Brasil.
A declaração de Trabuco é um lembrete de que a discussão sobre a política de juros no Brasil está imersa na interação entre a política econômica e a responsabilidade fiscal. Assim, os efeitos sobre crédito, investimentos e as finanças públicas estão diretamente relacionados à capacidade do governo de promover essa convergência.
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