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economia
2 min de leitura

Inflação em 2026 sobe para 4,89% e juros devem continuar caindo

Novo aumento é reflexo da guerra no Oriente Médio e eleva expectativas econômicas.

Mariana Souza04 de maio de 2026 às 08:40
Inflação em 2026 sobe para 4,89% e juros devem continuar caindo

Os analistas do mercado financeiro revisaram para cima suas previsões de inflação para 2026, alcançando 4,89%. Este é o oitavo ajuste consecutivo, conforme revelado no Boletim Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (4).

A escalada nos preços é atribuída ao recente aumento no preço do petróleo, que neste dia ultrapassou os US$ 110, impulsionada pela guerra no Oriente Médio. Isso tem potencial para acirrar a inflação no Brasil, especialmente através do encarecimento dos combustíveis.

Expectativas de inflação

As projeções de inflação foram alteradas da seguinte forma: 4,89% para 2026, manutenção em 4% para 2027, ajuste de 3,61% para 3,64% em 2028 e continuidade em 3,50% para 2029.

A meta de inflação para 2025 é de 3%, com variação entre 1,5% e 4,5%.

Impacto no poder de compra

É crucial observar que, com a alta da inflação, o poder de compra da população, especialmente dos trabalhadores com salários menores, está em risco. Os preços sobem mais rapidamente que os salários, comprometendo a capacidade de compra.

Cenário de juros

Apesar da elevação nas expectativas de inflação, o mercado ainda prevê uma trajetória de queda para a taxa de juros. Atualmente fixada em 14,50% ao ano, a Selic deve cair para 13% até o fim de 2026, e para 11% em 2027, segundo as últimas avaliações.

Desempenho do PIB

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 permanece em 1,85%. Os dados do IBGE mostraram um crescimento de 2,3% no PIB do ano anterior.

Taxa de câmbio

A previsão para a taxa de câmbio se mantém estável em R$ 5,25 por dólar ao final de 2026, enquanto a expectativa para 2027 foi revista de R$ 5,35 para R$ 5,30 por dólar.

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