Brasil enfrenta déficit nas trocas comerciais com os EUA em maio
Queda nas exportações e tarifas podem agravar o cenário econômico.

O Brasil experimentou um déficit de US$ 121 milhões em suas transações comerciais com os Estados Unidos em maio de 2026, conforme divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Esse cenário negativo se deve ao fato do país ter importado mais produtos americanos do que exportado.
✨ As exportações brasileiras para os EUA caíram 14%, totalizando US$ 3,09 bilhões.
Enquanto as importações somaram US$ 3,21 bilhões, apresentando um recuo de 11% em comparação com o ano anterior. Somando os cinco primeiros meses de 2026, as vendas externas ao país norte-americano tiveram uma queda acentuada de 16%, ou seja, uma diminuição de US$ 2,7 bilhões.
Este declínio nas exportações ainda não inclui os impactos da nova taxa de 25% sobre mercadorias brasileiras, imposta sob a justificativa de práticas comerciais desleais e pela falta de supervisão na importação de produtos que envolvem trabalho forçado, o que poderá resultar em um aumento total de taxas de até 37,5%.
Análise da balança comercial
Apesar desse revés nas vendas para os EUA, a balança comercial geral do Brasil alcançou um superávit de US$ 7,82 bilhões em maio, um aumento de 10,8% em relação ao mesmo mês de 2025. Este é o melhor desempenho para maio desde 2024, quando o superávit foi de US$ 8,3 bilhões.
As exportações totais do mês foram de US$ 31,9 bilhões, com crescimento de 12% na média diária, enquanto as importações foram de US$ 24,1 bilhões, refletindo um aumento de 10,6% na mesma base.
Contexto do Acumulado do Ano
No total, os cinco primeiros meses de 2026 registraram um saldo positivo de US$ 32,66 bilhões, crescendo 34,2% em relação ao ano anterior. As exportações somaram US$ 148,57 bilhões, com uma alta de 9,8%.
Destaques das exportações
Os bens mais exportados em maio incluíram produtos essenciais como soja, petróleo e minérios. As exportações de soja alcançaram US$ 6,3 bilhões, com um aumento de 14,6%, enquanto a carne bovina se destacou com um crescimento de 50%, totalizando US$ 1,7 bilhão.
- 1Soja: US$ 6,3 bilhões (+14,6%)
- 2Óleos brutos de petróleo: US$ 3,81 bilhões (-9,3%)
- 3Minério de ferro: US$ 1,97 bilhão (-15,2%)
- 4Carne bovina: US$ 1,7 bilhão (+50%)
- 5Óleos combustíveis: US$ 1,19 bilhão (+75%)
Os principais mercados para as exportações brasileiras continuam sendo a China, a União Europeia, e os Estados Unidos, que têm visto um declínio recente nas compras.
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