Valor atinge US$ 12,61 bilhões no primeiro semestre do ano.

Os brasileiros elevaram seus gastos no exterior para US$ 12,61 bilhões no primeiro semestre de 2026, conforme divulgado pelo Banco Central (BC). Este valor representa um crescimento de 22,5% em comparação ao mesmo período de 2025, quando os gastos somaram US$ 10,3 bilhões.
Este é o patamar mais elevado registrado nos primeiros seis meses de um ano desde que o BC começou a compilar esses dados em 1995.
✨ O aumento se dá em um contexto de queda do dólar, o que torna as viagens internacionais mais acessíveis para os brasileiros.
Com o dólar em R$ 5,11 na última segunda-feira (27), embora tenha subido 0,60%, a moeda US$ recuou 6,87% ao longo do ano. Esse ambiente econômico é influenciado por instabilidades no Oriente Médio e pela percepção do mercado de que o Brasil, como exportador de petróleo, se beneficia nesse cenário.
Paralelamente, o BC reportou uma redução do déficit das contas externas de 16,34% no primeiro semestre de 2026. Isso significa que as despesas do Brasil superaram as receitas em US$ 27,47 bilhões, uma melhora em relação ao déficit de US$ 32,85 bilhões registrado em 2025.
✨ Este déficit é um importante indicador econômico, abrangendo a balança comercial, serviços adquiridos no exterior e os rendimentos de investimentos brasileiros no exterior.
O crescimento econômico afeta diretamente o volume de importações e serviços, de modo que em períodos de desaceleração, como o atual, o déficit tende a diminuir.
O Banco Central também indicou que, no primeiro semestre de 2026, os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira foram de US$ 47 bilhões. Apesar de uma ligeira queda, esses investimentos continuam a ser suficientes para cobrir o déficit das transações correntes.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Economia

Moeda registra leve desvalorização após semana de oscilações

Aumento é influenciado por preocupações com inflação e juros

A Bolsa brasileira encerrou a sexta-feira (31) após um pregão marcado por atraso na abertura das negociações devido a uma intercorrência operacional. Confira o que aconteceu e os principais destaques da B3.

Resultado reflete crescimento nas exportações em agosto de 2026