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economia
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Brasil inaugura Adidância Tributária em Pequim para impulsionar comércio

Nova unidade visa facilitar negócios entre Brasil e China

Ricardo Alves26 de junho de 2026 às 11:25
Brasil inaugura Adidância Tributária em Pequim para impulsionar comércio

O Ministério da Fazenda do Brasil inaugurou nesta sexta-feira, 26 de junho, a Adidância Tributária e Aduaneira em Pequim, na China. Este novo posto, operado pela Receita Federal, é a quinta representação brasileira voltada para questões tributárias e aduaneiras no exterior.

O objetivo desta unidade é desburocratizar as transações comerciais, promover a cooperação fiscal e aduaneira, e oferecer suporte a investidores e empresas dos dois países. A abertura da adidância coincide com o crescimento do comércio entre Brasil e China, que já ultrapassa os US$ 150 bilhões anuais, com ênfase em commodities como soja, minério de ferro e petróleo.

China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, ressaltou que a adidância tem como meta criar um ambiente econômico mais seguro e dinâmico, reduzindo a burocracia para as operações financeiras entre os dois países.

A nova unidade será ocupada por um auditor-fiscal e atuará de maneira técnica e diplomática, promovendo liaison com autoridades locais, mas sem poder decisório. O adido terá a função de facilitar a compreensão das legislações tributárias e aduaneiras brasileiras e chinesas, buscando minimizar barreiras burocráticas no comércio.

Contexto

A colaboração entre Brasil e China é sustentada por instrumentos legais como o Acordo para Evitar a Dupla Tributação (ADT) e o Acordo de Cooperação e Assistência Mútua em Matéria Aduaneira (CMAA), além de acordos com a State Taxation Administration e a General Administration of Customs, para melhorar a integração digital entre processos.

  • 1Redução de custos operacionais
  • 2Menor tempo para liberação de mercadorias
  • 3Mitigação de barreiras não tarifárias
  • 4Avanço na digitalização dos procedimentos aduaneiros

Com a inauguração da adidância em Pequim, o Brasil soma cinco postos semelhantes em outros países, incluindo Washington, Buenos Aires, Assunção e Montevidéu. Esta nova representação tem a missão de intensificar a cooperação com as autoridades chinesas e fortalecer a interação técnica nas atividades comerciais.

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