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economia
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Brasil intensifica negociações com EUA para evitar tarifas sobre importações

Governo tenta evitar sobretaxa de 25% recomendada pelo USTR

Acro Rodrigues07 de junho de 2026 às 14:35
Brasil intensifica negociações com EUA para evitar tarifas sobre importações

O governo brasileiro está intensificando suas tratativas com os Estados Unidos para barrar a implementação de uma sobretaxa de 25% em uma parte das importações brasileiras, após recomendações do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).

Esse alerta decorre de uma investigação que classificou práticas comerciais brasileiras como desleais. O Brasil acredita que ainda existem alternativas mais benéficas do que a aplicação dessa tarifa.

Os Estados Unidos têm um superávit comercial com o Brasil e uma tarifa média de apenas 2,7% sobre produtos brasileiros.

A recomendação do USTR, divulgada recentemente, se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA e menciona o sistema de pagamentos brasileiro, Pix, que, segundo os americanos, prejudicou empresas no setor de pagamentos nos EUA. Contudo, o governo brasileiro contesta essas afirmações e a considera uma tentativa de ingerência nos assuntos internos do país.

Prazo para Resolução

O Brasil tem até 15 de julho para chegar a um desfecho negociado sobre a questão, prazo estipulado pelo USTR, embora haja a possibilidade de extensão. A negociação ganhou novo impulso após o término do prazo anterior de 30 dias, estabelecido após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em Washington no mês passado.

Desafios nas Negociações

Entretanto, várias dificuldades ainda permeiam as negociações, principalmente porque os EUA estão lidando com diversas tratativas tarifárias com outras nações e conflitos internacionais no Oriente Médio. O governo brasileiro vislumbra a possibilidade de um encontro entre Lula e Trump durante a reunião do G7, que ocorrerá na França entre 15 e 17 de junho, apesar da falta de confirmação até o momento.

Outro desafio mencionado é a complexidade das exigências dos EUA, que muitas vezes extrapolam questões comerciais. O Brasil propõe focar estritamente em tarifas e tópicos comerciais, excluindo temas como terras raras e reiterando que o Pix não será parte do acordo.

Tarifa Global

Enquanto luta para evitar a sobretaxa, o governo brasileiro considera difícil reverter uma tarifa adicional de 10% a 12,5% imposta pelos Estados Unidos a cerca de 60 países, que se justifica como uma ação contra o trabalho análogo à escravidão. Essa tarifa foi criada para substituir um aumento anterior, cancelado pela Suprema Corte dos EUA, e impacta não apenas o Brasil, mas também outros aliados tradicionais dos EUA, como Japão, União Europeia, Canadá, Índia e Argentina.

Diante desse cenário, o governo brasileiro se empenha em continuar o diálogo para manter o acesso dos produtos nacionais ao mercado americano e evitar repercussões no comércio entre os dois países.

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