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economia
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Brasil luta contra tarifa de 25% em produtos agrícolas nos EUA

Representantes do setor econômico buscam cancelar propostas de sanções

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 13:00
Brasil luta contra tarifa de 25% em produtos agrícolas nos EUA

Uma delegação de representantes de diversos setores da economia brasileira está em Washington, D.C., com o objetivo de bloquear uma proposta de tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil. As audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) acontecem entre hoje e amanhã, levando em conta possíveis sanções comerciais contra o Brasil.

O governo dos EUA defende a proposta alegando que o Brasil adota práticas comerciais consideradas "irrazoáveis", incluindo a implementação de regras do sistema de pagamentos Pix e uma suposta falta de rigor em questões ambientais. Em resposta, as autoridades brasileiras destacam que a aplicação dessa tarifa resultaria na penalização dos consumidores norte-americanos, uma vez que o Brasil é um fornecedor crucial de alimentos, celulose, aço e componentes industriais.

Cerca de 30% do café consumido nos EUA provém do Brasil, que ainda possui limitações na produção de café solúvel.

Durante as audiências, representantes do setor cafeeiro, que seria significativamente impactado pela nova taxa, defendem a manutenção da isenção tarifária atual e buscam incluir o café solúvel na lista de produtos também isentos. Diferentemente de carnes e frutas, que já estão na lista preliminar de isenções discutidas anteriormente, o café solúvel permanece vulnerável à tarifa proposta.

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"O Brasil é responsável por mais de 30% do café consumido nos Estados Unidos e não existe um substituto viável para o nosso produto", afirma Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé.

A cadeia produtiva de café do Brasil, segundo Matos, é capaz de garantir um fornecimento regular, que respeita a rastreabilidade e a conformidade com normas socioambientais. Ele acrescenta que a produção americana de café solúvel é limitada comparativamente à oferta brasileira, que durante os últimos cinco anos representa mais de 30% das importações dos EUA.

Contexto

A Seção 301 da lei de comércio dos EUA permite que o presidente aplique sanções comerciais unilaterais contra países. A proposta em questão pode ter amplas repercussões no consumo e na inflação nos Estados Unidos.

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