Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Agronegócio defende diálogo após EUA proporem tarifas a produtos brasileiros

Entidades clamam por negociações para resolver divergências comerciais

Mariana Souza03 de junho de 2026 às 09:05
Agronegócio defende diálogo após EUA proporem tarifas a produtos brasileiros

Após a proposta dos Estados Unidos de aplicar novas tarifas sobre produtos brasileiros, representantes do agronegócio pedem que qualquer desacordo comercial seja resolvido através de diálogo entre os países.

Setor sucroenergético

No setor sucroenergético, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a Bioenergia Brasil destacaram que a tarifa imposta ao etanol importado pelo Brasil é conforme as normas do Mercosul e não é uma medida direcionada aos EUA. Eles ressaltam que os Estados Unidos têm utilizado proteção ao açúcar por anos, com tarifas e cotas que restringem as exportações brasileiras.

O etanol brasileiro é reconhecido por sua baixa emissão de carbono, contribuindo para a descarbonização do transporte.

Setor cafeeiro

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) viu como positiva a exclusão da maioria dos cafés brasileiros da nova taxa de 25% proposta pelos EUA. Contudo, o café solúvel enfrenta risco de aumento da tarifa de 10% para 25%, que seria aplicada após 15 de julho de 2026. A BSCA está em diálogo constante com autoridades para ampliar a isenção ao café solúvel devido a potenciais impactos na cadeia produtiva.

Preocupações na piscicultura

A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) expressou apreensão com a possível aplicação da mesma tarifa de 25% sobre produtos pesqueiros exportados para os EUA. A entidade destacou que, apesar de ainda haver debate sobre quais setores serão efetivamente afetados, essa proposta gera insegurança nas cadeias exportadoras e pode diminuir a competitividade dos produtos brasileiros no importante mercado norte-americano.

A Peixe BR também enfatizou que aumentos de custo e restrições comerciais precisam ser cuidadosamente avaliados, especialmente agora que o Brasil está ampliando sua atuação global na produção de alimentos.

A entidade seguirá monitorando a situação e os possíveis efeitos sobre a piscicultura nacional enquanto as discussões avançam.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio