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Economia
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Brasil registra taxa de desocupação de 6,1% no primeiro trimestre de 2026

Aumento da desocupação afeta 15 estados e mostra desigualdade no mercado de trabalho

Gabriel AzevedoAtualizado 14 de maio às 12:20
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Brasil registra taxa de desocupação de 6,1% no primeiro trimestre de 2026

De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação no Brasil atingiu 6,1% no primeiro trimestre de 2026, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.

Em comparação ao quarto trimestre de 2025, 15 estados apresentaram aumento nas taxas de desocupação, enquanto 12 se mantiveram em estabilidade estatística.

✨ As taxas mais altas foram observadas no Amapá (10,0%), Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%), Pernambuco (9,2%) e Piauí (8,9%).

Em contrapartida, os estados com menores índices de desocupação foram Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%), Espírito Santo (3,2%), Paraná (3,5%) e Rondônia (3,7%).

Altas nas taxas e contexto sazonal

O Ceará destacou-se com a maior alta trimestral, com um aumento de 2,3 pontos percentuais. Outras altas expressivas ocorreram no Acre (1,8 p.p.), Tocantins (1,6 p.p.) e Mato Grosso do Sul (1,4 p.p.).

William Kratochwill, analista do IBGE, explicou que essa oscilação é comum no início do ano, quando muitos empregos temporários, principalmente no comércio e nas áreas de educação e saúde municipais, são encerrados.

Dados adicionais sobre o mercado de trabalho

Além da taxa de desocupação, a PNAD Contínua registrou uma taxa de subutilização de 14,3% em todo o país. O Piauí figurou com o maior índice em 30,4%, seguido pela Bahia (26,3%) e Alagoas (26,1%).

A taxa de informalidade no Brasil foi de 37,3%, com os estados com maior informalidade sendo Maranhão (57,6%), Pará (56,5%) e Amazonas (53,2%).

Os dados também revelaram desigualdades no mercado de trabalho: a desocupação atingiu 5,1% entre homens e 7,3% entre mulheres. Por cor ou raça, a taxa foi de 4,9% para brancos, 7,6% para pretos e 6,8% para pardos.

A taxa de desocupação entre aqueles com ensino médio incompleto chegou a 10,8%. O rendimento médio real dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.722, superando os valores de R$ 3.662 do trimestre anterior e R$ 3.527 do ano passado.

✨ As variações na taxa de desocupação refletem um quadro sazonal, mas também revelam disparidades significativas entre estados e perfis demográficos.

O próximo relatório da PNAD Contínua, referente ao trimestre que se encerra em junho, está agendado para ser divulgado pelo IBGE em 14 de agosto.

Gabriel Azevedo

Jornalista especializado em Economia com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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