Crescimento da inadimplência em 2026 atinge 16,5% dos consumidores com pendências financeiras.

Em julho de 2026, cerca de 8,92 milhões de brasileiros estavam negativados em instituições financeiras, incluindo tanto bancos tradicionais quanto fintechs. Esse número representa 16,5% de todos os consumidores inadimplentes do Brasil, um aumento significativo em relação a dezembro de 2019, quando o total era de 1,96 milhão.
De acordo com a Serasa Experian, esse grupo de devedores é mais representativo agora, correspondendo a 6,4% dos inadimplentes desde o início da série histórica. Na prática, isso aponta que um em cada seis devedores do setor financeiro tem pendências tanto com bancos quanto com fintechs.
✨ A média de dívidas por pessoa entre os negativados nos dois tipos de instituições é de 4,18, em comparação às 2,02 de quem deve somente a bancos.
Além do aumento no número de devedores, o valor das dívidas também cresceu. A dívida média desse grupo é de R$ 7.963, superando em 38% a média de R$ 5.753 registrada para os negativados apenas em bancos. Os dados também revelam que os bancos estão perdendo participação no total de dívidas em atraso, caindo de 89% em 2018 para 66,4% em 2026.
Edson Vasconcelos, CEO e fundador da ecomm|it, comenta que a expansão do crédito demanda uma visão integrada dos dados dos consumidores. Ele afirma que o acesso crescente ao crédito exige uma abordagem mais abrangente sobre a inadimplência, destacando que não é suficiente analisar apenas as dívidas isoladamente.
A coexistência de bancos e fintechs cria um cenário onde os consumidores podem diversificar seus empréstimos, resultando na dificuldade de avaliação total do endividamento. A proliferação de opções de crédito tem facilitado o acesso, mas também tornado a gestão das dívidas mais complexa, conforme Vasconcelos conclui.
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Jornalista especializado em Economia

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