Fatores como aumento da colheita na Costa do Marfim e exportações do Brasil influenciam o mercado

Os contratos futuros de cacau fecharam em queda significativa nesta terça-feira (08), com o preço do dezembro recuando 4,44%, alcançando US$ 5.913 por tonelada. Essa queda ocorre em um contexto de maior oferta global, especialmente com a expectativa de aumento na produção na Costa do Marfim.
Conforme informações do Barchart, a Barry Callebaut AG, líder na processadora de cacau, destacou que o mercado global está bem abastecido, uma condição que não se via tanto desde a presença do El Niño em 2023/24, que havia elevado os preços a padrões recordes.
✨ A colheita de cacau na Costa do Marfim teve um aumento significativo de 30% em relação ao ano anterior, totalizando 1,58 milhão de toneladas.
Em relação ao café arábica, os contratos futuros também apresentaram desempenho negativo, com uma baixa de 1,45%, resultando em um preço de US$ 2,91 por libra-peso. O aumento das exportações brasileiras, que se elevaram 44,6% em agosto em relação ao ano anterior, impactou as cotações.
O açúcar, por sua vez, registra leve alta de 0,17%, cotado a 18,10 centavos de dólar por libra-peso, mesmo com a pressão sobre os preços devido a especulações de menor importação pela Índia. Medidas implementadas pelo governo indiano visam aumentar a oferta interna, reduzindo a necessidade de importações.
No que diz respeito ao algodão, o contrato para dezembro permaneceu praticamente estável, com uma pequena variação negativa de 0,01%. A posição líquida comprada em algodão aumentou, conforme dados da CFTC, reforçando o interesse do mercado pelo produto.
Finalmente, o contrato futuro do suco de laranja também apresentou queda de 3,55%, arriscando novos patamares de preço ao ser cotado a US$ 1,50 por libra-peso.
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Jornalista especializado em Economia

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