Os dados de fevereiro indicam uma queda significativa nos postos de trabalho em comparação ao ano anterior, refletindo desafios econômicos.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostram que, em fevereiro, foram abertas 255.321 novas vagas com carteira assinada. Esse número é um reflexo da diferença entre contratações e demissões realizadas no mês.
O saldo de fevereiro não só supera os 115.018 empregos criados em janeiro, como também revela uma queda de 42% em relação ao mesmo mês de 2024, afetado pelas altas taxas de juros e pela desaceleração econômica.
"Em fevereiro de 2025, foram criados 440.432 postos de trabalho, se ajustando pela entrega tardia de declarações pelos empregadores.
✨ O saldo de fevereiro deste ano é o terceiro mais baixo desde 2020.
Nos primeiros dois meses de 2025, houve uma redução de 37,8% nas vagas formais, totalizando 370.339, em comparação a 594.953 no mesmo período do ano anterior.
Todos os cinco setores analisados apresentaram aumento nas contratações formais em fevereiro: Serviços contribuíram com 177.953 postos; a Indústria adicionou 32.027; a Construção Civil teve 31.099; a Agropecuária somou 8.123; e o Comércio fechou com 6.127.
Fevereiro tradicionalmente é um mês mais fraco para o comércio, que tenta se recuperar do término de contratos temporários após as festas de fim de ano.
"A administração pública, defesa e seguridade social, por exemplo, abriu 79.788 novas vagas no setor de serviços.
Todas as regiões do Brasil registraram expansão de vagas formais, com destaque para o Sudeste, que gerou 133.052 novas posições, seguido pelo Sul e Centro-Oeste, com 67.718 e 32.328, respectivamente.
Dos estados, São Paulo liderou a criação de empregos (+95.896), seguido pelo Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
✨ No entanto, Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba foram os únicos estados a reportar mais demissões do que contratações.
O total de trabalhadores formalizados com carteira assinada chegou a 48.837.602 em fevereiro, uma elevação de 0,53% em relação ao mês anterior e de 2,19% em relação ao mesmo mês do ano passado.
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