Análise do Rabobank destaca fatores como volatilidade do petróleo e indicadores de emprego nos EUA

O cenário econômico brasileiro apresenta sinais de desaceleração na atividade, com pressões sobre a inflação e incertezas no ambiente externo, conforme aponta uma análise do Rabobank.
Entre os fatores de atenção para os mercados destacam-se a volatilidade do petróleo, as taxas de juros americanas e o cenário político nacional.
Nos Estados Unidos, o núcleo do PCE, que é um indicador de inflação monitorado pelo Federal Reserve, subiu 0,2%, abaixo dos 0,3% esperados. Além disso, a geração de apenas 29 mil empregos, frente à projeção de 90 mil, e a elevação da taxa de desemprego para 4,2% acentuam a expectativa de manutenção das taxas de juros no curto prazo.
✨ O preço do petróleo Brent oscila acima de US$ 100, impactado pelos conflitos entre Estados Unidos e Irã.
No Brasil, o IGP-M registrou um aumento de 1,57% em setembro, após três meses consecutivos de queda, acumulando uma alta de 3,3% nos últimos 12 meses. A produção industrial, por outro lado, apresentou um recuo de 0,6% em agosto, contrariando as expectativas de crescimento.
O Governo Central também reportou um déficit primário de R$ 13,6 bilhões, mesmo com um aumento maior das receitas em relação às despesas. O crédito em agosto cresceu anualmente 9,2%, um leve declínio em comparação com os 9,3% de julho.
A taxa de desemprego permanece estável em 5,3%, e a geração de empregos formais superou as previsões. No cenário político, o desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno foi destacado, mostrando-se à frente de Lula, o que sugere uma possibilidade de maior apoio da centro-direita.
A expectativa de um ajuste fiscal mais rápido teve impacto positivo, resultando em uma valorização de 4,2% do real na segunda-feira, após uma semana em que o dólar fechou a R$ 5,2115.
Para setembro, o Rabobank projeta uma alta de 0,74% no IPCA, o que elevaria a inflação acumulada em 12 meses a 4,5%.
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Jornalista especializado em Economia

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