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Cenário econômico no Brasil é afetado por cautela e sinais de desaceleração

Riscos políticos e mudanças no Federal Reserve influenciam a economia

Gabriel Azevedo27 de maio de 2026 às 11:15
Cenário econômico no Brasil é afetado por cautela e sinais de desaceleração

O ambiente econômico brasileiro apresenta um cenário de incertezas, com cautela nas relações internacionais e sinais de desaceleração na atividade interna.

Uma análise do Rabobank destaca que os riscos geopolíticos continuam elevados, especialmente pela falta de um acordo entre Estados Unidos e Irã, embora o cessar-fogo tenha sido estendido indefinidamente.

Além disso, a nomeação de Kevin Warsh na presidência do Federal Reserve, com o suporte de Donald Trump, traz novas dinâmicas para o mercado financeiro internacional.

No cenário nacional, pesquisas indicam uma manutenção da liderança de Lula nas intenções de voto, sem a possibilidade de vitória no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro mostra sinais de enfraquecimento.

O dólar encerrou a última semana cotado a R$ 5,0046, com o real apresentando uma valorização de 1,01% em relação à moeda americana.

Apesar disso, o desempenho da moeda brasileira foi um dos mais baixos entre 24 moedas emergentes.

O Rabobank prevê que a redução do diferencial entre os juros locais e internacionais ao longo de 2026, assim como uma possível recuperação do dólar global e a fragilidade fiscal no ano eleitoral, resultará em uma valorização do dólar para R$ 5,35 até o fim do ano.

Na área de atividade econômica, dados do IBC-Br de março corroboram a desaceleração, com um recuo de 0,67% em comparação a fevereiro, abaixo das expectativas do mercado que eram de 0,4% de queda.

Em fevereiro, o índice havia registrado um crescimento de 0,87%.

A arrecadação federal, por outro lado, continua robusta, alcançando R$ 278,8 bilhões em abril, superando os R$ 229,2 bilhões de março e os R$ 247,7 bilhões do mesmo mês em 2025.

O aumento nos preços do petróleo tem contribuído para elevar a arrecadação tributária.

Projeções do PIB

O Rabobank espera uma alta de 1,5% no PIB do primeiro trimestre em relação ao ano passado, com um aumento de 0,9% na comparação trimestral e um crescimento acumulado de 2,0% em quatro trimestres.

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