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Queda no preço do etanol reflete avanço da safra de cana-de-açúcar

Oferta elevada de etanol no mercado reduz preços em maio de 2026.

Gabriel Rodrigues04 de junho de 2026 às 17:20
Queda no preço do etanol reflete avanço da safra de cana-de-açúcar

O aumento na colheita da cana-de-açúcar para a safra 2026/27 no Centro-Sul do Brasil resultou em uma maior disponibilidade de etanol, levando a uma redução de 5,6% nos preços do biocombustível nas bombas durante o mês de maio.

De acordo com o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, que conta com a colaboração da Fipe, a média nacional do etanol hidratado caiu para R$ 4,488 por litro, a maior baixa entre todos os combustíveis analisados. Este ajuste nos preços ocorre após um período de aumentos intensos em março e abril.

Impacto da Moagem de Cana

A redução nos preços foi impulsionada pelo crescimento da moagem de cana na principal região produtora do Brasil, que facilitou o fornecimento do etanol no mercado interno. "O avanço da safra aumentou a oferta de etanol, resultando na queda dos preços e tornando o biocombustível mais competitivo em relação à gasolina em várias regiões", afirmam os dados.

Distrito Federal contabilizou a maior queda, com um recuo de 10% nos preços.

Em termos regionais, o Distrito Federal liderou a redução, com uma diminuição de 10%, fixando o preço médio do etanol em R$ 4,528 por litro. Outros estados como São Paulo (-7,2%), Minas Gerais (-6%), Paraná (-5,1%) e Mato Grosso (-4,9%) também apresentaram quedas significativas.

Na principal praça de consumo e produção, São Paulo, o etanol foi vendido em média a R$ 4,20 por litro no final de maio. Além do etanol, o diesel comum e o diesel S-10 registraram quedas de 3,3% em relação a abril, enquanto as gasolinas comum e aditivada tiveram uma redução de 1%.

Cenário de Combustíveis Fósseis

Apesar da queda em maio, os combustíveis fósseis ainda registram aumentos significativos em 2026, com o diesel S-10 subindo 16,8%, e o diesel comum, 16,6%. A gasolina comum acumulou alta de 7,5%, e o etanol teve uma leve elevação de 0,3% durante os primeiros cinco meses do ano.

André Turquetto, CEO da Veloe, comentou que as pressões internacionais continuam a influenciar os preços dos combustíveis fósseis no Brasil. "Embora maio tenha trazido um importante ajuste nos preços, especialmente do etanol, a gasolina e o diesel continuam elevados no total do ano, indicando que os efeitos externos sobre a energia ainda são palpáveis no mercado nacional", destacou.

Na análise semanal, o etanol atingiu sua menor média do ano na semana de 23 de maio, com R$ 4,40 por litro, após um período de quedas iniciadas na segunda metade de abril.

Contexto Econômico

No primeiro trimestre de 2026, o percentual da renda familiar brasileiro gasto para abastecer um tanque de 55 litros com gasolina foi de 5,5%, e 3,7% nas capitais, representando os menores níveis desde o início da série em 2017. Entretanto, as disparidades regionais permanecem, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde o custo de abastecimento ainda representa uma parte significativa do orçamento das famílias.

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