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economia
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Cenário econômico sob pressão: inflação e juros no Brasil

Inflação externa e cautela nas decisões sobre juros afetam o Brasil.

Fernanda Lima01 de julho de 2026 às 02:15
Cenário econômico sob pressão: inflação e juros no Brasil

O panorama econômico é marcado pela resistência da inflação no cenário internacional, somada a uma abordagem cautelosa na política de juros do Brasil e a uma atividade doméstica com resultados variados.

De acordo com o Rabobank, a inflação medida pelo núcleo do PCE nos Estados Unidos apresentou um aumento de 0,3% em maio e acumulou 3,4% em 12 meses, alinhando-se às expectativas, mas revelando ainda assim pressão sobre os preços.

No Brasil, a ata do Copom e o Relatório de Política Monetária indicam um viés de riscos mais acentuados para a inflação. Essa análise inclui choques climáticos e estímulos à atividade econômica, além da necessidade de se evitar aumentos abruptos na taxa de juros.

O Rabobank prevê uma elevação da Selic para 14,00% até o final de 2026, refletindo um ajuste nas projeções.

Os documentos econômicos também resultaram em uma revisão nas projeções do PIB, agora estimadas em 2,4% para 2027 e 2,6% para 2028.

Recentemente, o IPCA-15 apresentou uma alta de 0,41%, ficando abaixo das expectativas do mercado, mesmo assim permanecendo acima do centro da meta estabelecida.

Os preços de alimentos mostraram uma desaceleração, enquanto a energia elétrica continua a pressionar a inflação.

A taxa de desemprego caiu para 5,6% em maio, comparado a 5,8% em abril e 6,2% no mesmo período do ano passado.

Em relação ao câmbio, o dólar encerrou a última semana valendo R$ 5,1720, com uma desvalorização de 0,41% do real. O Rabobank projeta a moeda americana a R$ 5,35 ao final do ano, influenciada por um menor diferencial das taxas de juros, pela recuperação global do dólar e pela fragilidade fiscal no Brasil, especialmente em um ano eleitoral.

Apesar do recente acordo entre os Estados Unidos e o Irã, os riscos geopolíticos permanecem, assim como incertezas sobre a situação no Estreito de Ormuz.

Nos próximos dias, a agenda econômica brasileira incluirá o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), o resultado primário do Governo Central, informações sobre o setor público consolidado, além de dados do Caged e da produção industrial.

Na América Latina, um ponto de atenção será a decisão sobre a taxa de juros na Colômbia, onde se espera um aumento de 0,50 ponto percentual.

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