Taxas de DI sobem com petróleo em alta e inflação revisada
Cenário incerto no mercado altera expectativas para os juros futuros

Na manhã desta segunda-feira (1º), as taxas dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) apresentaram uma tendência de alta. Isso se deve, entre outros fatores, ao aumento nos preços do petróleo no mercado internacional e à elevação dos rendimentos dos Títulos do Tesouro dos Estados Unidos, juntamente com a revisão das projeções de inflação no Boletim Focus.
O aumento das taxas ocorreu enquanto o dólar recuava em relação ao real. Às 9h10, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2027 atingiu 14,120%, um ligeiro aumento em relação ao 14,083% registrado anteriormente. Para janeiro de 2029, a taxa subiu de 13,841% para 13,895%, enquanto para janeiro de 2031, a taxa passou de 13,884% para 13,930%.
✨ O impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã continua a impactar os preços da energia.
No cenário internacional, a valorização do petróleo foi sustentada pelo veto de acordo entre os EUA e o Irã. Ao mesmo tempo, os aumentos nos rendimentos dos Títulos do Tesouro dos EUA intensificaram a pressão sobre a curva de juros. No Brasil, a revisão para cima das expectativas de inflação, divulgada pelo Boletim Focus, influenciou diretamente os agentes do mercado.
Contexto
A combinação de preços de petróleo mais altos e expectativas inflacionárias elevadas impacta as decisões sobre os juros futuros, pois aumenta a percepção de risco relacionada à inflação e ao custo do dinheiro.
Para o setor agropecuário, essa realidade tem implicações diretas nas despesas financeiras, capital de giro, e crédito para custeio e investimento, além de possíveis efeitos nos preços de combustíveis e fretes. O valor do dólar também apresentou recuo em relação ao real, o que ajudou a amenizar parte da pressão cambial sobre os preços internos.
Entretanto, não foram divulgadas informações sobre a magnitude da queda da moeda norte-americana ou sobre as flutuações nos preços do petróleo e nos rendimentos dos Treasuries ao longo da manhã. A trajetória da curva de juros está, portanto, sob influência do cenário externo, das expectativas de inflação e das sinalizações da política monetária.
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