Krugman critica tarifas de Trump e aponta fragilidades jurídicas
Economista destaca fraquezas nas justificativas do USTR

O economista Paul Krugman manifestou, nesta quinta-feira (4), sua preocupação com a nova série de tarifas anunciadas pelo governo Trump, sugerindo que essa estratégia apresenta baixa probabilidade de ser mantida diante de um exame judicial nos Estados Unidos.
Essa crítica surge após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) iniciar uma investigação que envolve parceiros comerciais como Brasil, União Europeia e Japão, com produtos nacionais brasileiros já incluindo uma sobretaxa de 12,5%.
✨ Krugman argumenta que impostos anteriores já foram anulados pela Suprema Corte, e o governo busca novas justificativas legais para suas políticas tarifárias.
De acordo com Krugman, as autorizações emitidas pela Casa Branca baseiam-se em interpretações amplas de legislações comerciais, permitindo a imposição de taxas sem a necessária aprovação do Congresso. O USTR defende sua ação baseando-se na falha de alguns países em proibir bens fabricados com trabalho forçado.
No que se refere ao Brasil, a nova sobretaxa surge um dia após a recomendação de um adicional de 25% sobre exportações brasileiras, alegando práticas comerciais 'irracionais'. A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) indicou que certos produtos podem enfrentar tarifas que chegam a 37,5%.
Krugman também comentou que a política tarifária não conseguiu atingir suas metas de reforço da indústria dos EUA. Um estudo da Harris Poll revelou que 64% dos republicanos e 77% dos democratas acreditam que essas tarifas aumentaram os custos para os consumidores.
Contexto
As consequências práticas para o comércio exterior brasileiro dependerão da amplitude setorial das tarifas e da lista de produtos afetados, informações ainda não divulgadas. O impacto real só poderá ser avaliado após o progresso da investigação do USTR e possíveis contestações legais nos EUA.
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