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economia
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Copom sinaliza aumento de riscos inflacionários e ajustes na Selic

Banco Central revela expectativas inflacionárias e impactos externos

Camila Souza Ramos23 de junho de 2026 às 09:40
Copom sinaliza aumento de riscos inflacionários e ajustes na Selic

A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, realizada nos dias 16 e 17 de junho e divulgada na terça-feira (23), revelou um cenário inflacionário deteriorado.

O colegiado identificou uma desancoragem adicional nas expectativas de inflação, além de surpresas recentes no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e os efeitos dos conflitos no Oriente Médio nos preços atuais.

O Copom decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14,50% para 14,25% ao ano.

No entanto, enfatizou a necessidade de manter cautela na política monetária devido ao aumento da incerteza. As expectativas de inflação permanecem acima da meta estabelecida para todos os períodos analisados.

Foi observado que a desancoragem das expectativas é especialmente pronunciada para prazos mais longos, com destaque para 2028, indicando que um ambiente de incertezas requer medidas mais restritivas por um período prolongado.

Impacto dos conflitos geopolíticos

O documento também apontou que as divulgações recentes do IPCA e de medidas subjacentes interromperam a trajetória de desaceleração da inflação. O comitê afirmou que os conflitos geopolíticos no Oriente Médio estão pressionando ainda mais os preços, levando a inflação a índices inesperados.

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A assimetria altista no balanço de riscos para a inflação foi reconhecida pelo Copom, que citou fatores como o crescimento do PIB acima do potencial e a resiliência da inflação de serviços como obstáculos adicionais.

Os membros do Copom listaram diversas influências, tanto internas quanto externas, que podem impactar a inflação, como a combinação de estímulos à demanda agregada e a dinâmica de câmbio.

Contexto Econômico

A economia brasileira está em uma trajetória de moderação, com efeitos da Selic restritiva visíveis na desaceleração do crédito, especialmente no setor livre.

Embora a atividade econômica atual mostre sinais de desaceleração, o Copom ressalta que esse arrefecimento da demanda é parte do processo para fazer a inflação convergir à meta estabelecida.

Por fim, o Banco Central se apresenta em um cenário mais pressionado em relação à inflação, reconhecendo os riscos elevados enquanto mantém uma visão gradual de moderação da atividade econômica.

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