Banco Central continua a trajetória de cortes na taxa de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou na última quarta-feira (5) uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que agora se posiciona em 14% ao ano. Essa decisão já era esperada pelo mercado e representa o quarto corte consecutivo na taxa básica de juros.
O ciclo de diminuição da Selic teve início em março de 2026, após a taxa permanecer em 15% desde junho de 2025. Em comunicado, o Banco Central enfatizou que a abrangência final desse ciclo de calibração da Selic será ajustada com base em novas informações, com o objetivo de alinhar a inflação à meta estabelecida.
✨ Os riscos associados à inflação foram categorizados como 'mais elevados que o usual', destacando a influência de fatores como o fenômeno El Niño e a variação dos preços do petróleo.
O Copom ressaltou a necessidade de cautela em um ambiente repleto de incertezas, uma vez que estímulos à demanda podem impactar a política monetária, especialmente quando o crescimento da atividade econômica ultrapassa o produto potencial.
De acordo com contratos da B3, o mercado começou a vislumbrar a possibilidade de mais um corte na Selic durante a próxima reunião do Copom, programada para os dias 15 e 16 de setembro. Essa mudança de percepção ocorreu após a divulgação da prévia da inflação, que apresentou alta marginal de apenas 0,06%, abaixo das expectativas.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou uma variação de 4,52% em 12 meses, próximo ao limite superior da meta de 3%, que admite uma margem de 1,5 ponto percentual. A estabilidade na inflação sugere que os efeitos da alta das taxas de juros estão começando a ser sentidos, criando espaço para juros menos restritivos.
Além disso, o cenário cambial tem se mantido estável, com o dólar em torno de R$ 5,10, mesmo em meio a tensões globais. A combinação desses fatores contribui para uma expectativa de desaceleração econômica no Brasil, com projeções de PIB para 2026 e 2027 em queda.
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