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CGU estende investigação de funcionários do Banco Central por 60 dias

Funcionários são suspeitos de ligação com banqueiro do Grupo Master

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 18:15
CGU estende investigação de funcionários do Banco Central por 60 dias

A Controladoria-Geral da União (CGU) decidiu prorrogar a investigação que pode levar à demissão de dois funcionários do Banco Central (BC), suspeitos de atuar como consultores do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Esta investigação, iniciada em 23 de março, aguarda a entrega de provas coletadas pelo ministro André Mendonça, que é o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Integrantes da CGU estão sendo cautelosos e aguardam a documentação antes de tomar quaisquer decisões.

Os funcionários Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana estão afastados desde janeiro e não têm acesso às dependências do Banco Central.

Detalhes da sindicância interna

A investigação foi desencadeada após um processo interno no BC que revelou indícios de que os servidores simularam prestação de serviços e venda de um imóvel para encobrir recebimentos ilícitos relacionados ao Banco Master. Foi constatado que o crescimento patrimonial deles superou o esperado com a renda do serviço público.

Ambos os servidores alegaram que não tinham conhecimento da conexão entre as empresas com as quais lidavam e o banco Master.

Posicionamento dos defensores

Os advogados de Paulo Sérgio destacaram que a extensão do prazo para o procedimento administrativo é essencial para garantir seu direito à defesa completa. Eles afirmam que têm conseguido coletar provas que contestam as conclusões da sindicância do BC.

A defesa de Belline ressaltou seu histórico de atuação ética e técnica no Banco Central, afirmando que sempre respeitou os limites legais em sua função.

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