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Crescimento da Indústria destaca economia brasileira em fevereiro

Dados do Banco Central revelam aumento na atividade econômica

Ricardo Alves16 de abril de 2026 às 09:25
Crescimento da Indústria destaca economia brasileira em fevereiro

Em fevereiro, a Indústria Brasileira se destacou com um crescimento de 1,2%, conforme aponta o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, divulgado nesta quinta-feira (16). Esse aumento contribuiu para um avanço total de 0,6% na economia em relação ao mês anterior.

Apresentando a quinta alta consecutiva, o IBC-Br mostra uma desaceleração em comparação ao crescimento de 0,86% registrado em janeiro. Ao analisar os principais setores, a agropecuária cresceu 0,2% e os serviços aumentaram 0,3% no mesmo período.

Apesar do crescimento em fevereiro, houve uma queda de 0,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.

No acumulado do ano, o índice subiu 0,4%, enquanto, nos últimos 12 meses até fevereiro, houve um aumento de 1,9%, considerando os dados sem ajuste sazonal.

Entendendo o PIB e o IBC-Br

O Produto Interno Bruto (PIB) é uma medida essencial que representa a soma total dos bens e serviços produzidos no país, sendo crucial para avaliar a evolução da economia. O relatório oficial sobre o PIB, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), utiliza uma metodologia distinta, envolvendo fatores de demanda, que não são levados em conta pelo IBC-Br.

Essencialmente, um crescimento no PIB indica um desempenho saudável da economia, enquanto uma queda sugere uma contração, com reflexos diretos no consumo e nos investimentos.

Expectativa de desaceleração

De acordo com as perspectivas do mercado financeiro e do Banco Central para 2026, espera-se uma desaceleração da atividade econômica, em virtude da taxa de juros atualmente elevada, fixada em 14,75% ao ano. Essa situação é parte da estratégia do Banco Central para combater a inflação, visando uma meta de 3%.

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O BC sinalizou que a desaceleração econômica é um componente necessário para o controle da inflação no país.

Em sua última ata de reunião, o Copom destacou que as condições econômicas continuam operando acima do potencial sem gerar pressões inflacionárias significativas.

Distinções entre PIB e IBC-Br

Embora o IBC-Br seja uma prévia do PIB, seu cálculo é diferente, pois inclui estimativas para a agropecuária, indústria e serviços, sem considerar os fatores de demanda, que são essenciais no cálculo do IBGE.

O IBC-Br serve como uma ferramenta importante para a determinação da taxa básica de juros, onde um crescimento econômico mais robusto pode levar a pressões inflacionárias, dificultando a redução da taxa de juros.

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